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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 291

A raiva de Mateus estava estampada no rosto, transbordando pelo olhar. Entre todas as concubinas do palácio, qual delas não implorava pela atenção dele? Só ela, Leona, queria e fingia que não queria, sempre se achando diante dele.

Se não o desejava, por que o provocou na noite passada?

E naquele momento, depois de tudo, vinha com aquela atitude, como se ele tivesse forçado algo!

Como ele não ficar furioso?

Íris respondeu com toda a calma:

— Quem saiu perdendo foi a Vossa Majestade.

A frieza em Mateus ainda não havia se dissipado, mas o tom de voz dele suavizou um pouco:

— Já que sabe que fui eu quem saiu no prejuízo, a Imperatriz que trate de me compensar. Se acabar grávida, será uma alegria para todos. E se ousar tocar em uma poção para provocar aborto... — Os olhos dele brilharam de ameaça e continuou. — Eu vou matar aquela sua serva tão fiel.

Ele não disse, mas na noite anterior, ao vê-la tão embriagada, não teve coragem de ir até o fim.

Por uma vez, tentou agir como um cavalheiro.

Naquele momento, pensando bem, se sentia tolo.

Teria sido melhor se tivesse ido até o final, assim, pelo menos, não sairia perdendo.

Íris assentiu por fora, mas por dentro planejava outra coisa.

Mesmo sem usar o remédios, ela jamais daria à luz um filho do Imperador.

...

Do lado de fora do salão, a Dama Marli vigiava Flora como se fosse uma criminosa. Ela rosnava entre dentes:

— Sua desgraçada! A Imperatriz sempre te tratou bem, e você faz isso com ela?! Espera só... O Imperador vai mandar te esquartejar!

Flora permanecia em silêncio. Mais do que o próprio destino, o que a preocupava era a sorte da senhora dela.

Não demorou muito, o Imperador saiu.

Flora se ajoelhou imediatamente, pedindo perdão.

A Dama Marli torceu os lábios, esperando ver a punição acontecer.

Mas, para surpresa dela, o Imperador não disse uma palavra, apenas passou reto e foi embora.

— Majestade! — A Dama Marli correu atrás dele.

Mateus parou e a encarou com aquele olhar gelado.

— Majestade, aquela desgraçada da Flora tentou... — Começou ela, nervosa.

— Recompense. — Interrompeu Mateus, com uma única palavra, se dirigindo a Omar, que o acompanhava.

Depois disso, ele deixou o Palácio da Harmonia sem olhar para trás.

Em seguida, Omar tirou uma folha de ouro do bolso e a colocou na mão da Dama Marli.

— Bom trabalho. Continue assim, cuide bem da Imperatriz em tudo, alimentação, descanso, o que for.

A Dama Marli ficou feliz com a recompensa, mas também preocupada.

— Omar, aquela Flora cometeu um crime terrível. Por que o Imperador não mandou punir ela?

Omar, que servia ao Imperador há muitos anos, não o compreendia por inteiro, mas o bastante.

Se Flora fosse realmente culpada, Mateus jamais teria a poupado.

E, pelo jeito, Omar já imaginava o que realmente tinha acontecido.

Aquela poção para provocar aborto só podia ter sido uma decisão pessoal da Imperatriz.

Mas Omar não conseguia entender por que ela faria algo assim.

Todas as concubinas do palácio, sem exceção, sonhavam em gerar um herdeiro imperial o quanto antes.

Marli ergueu os olhos, surpresa.

Alguns segundos depois, Íris continuou:

— Flora não sabia o que havia naquele remédio. O remédio para fortalecer a gestação havia sido adulterado. Ela não percebeu, e por pouco não causou uma tragédia.

Marli ficou boquiaberta.

Então... Flora realmente era inocente?

Naquele momento, Flora caiu de joelhos com um baque surdo e começou a chorar.

— Senhora... Foi tudo culpa minha! Eu fui tão tola!

Íris pousou a mão sobre a barriga com um gesto calculado, cada movimento refletindo a dignidade e o poder que ela carregava.

— Flora é mesmo atrapalhada... — Comentou Íris, com um sorriso contido. — Ainda bem que você é cuidadosa, Marli. Vou recompensar você, e pretendo manter você por perto.

Marli ficou visivelmente surpresa, e logo se apressou em demonstrar lealdade:

— Eu só quero servir bem à Imperatriz e ao futuro príncipe! Imperatriz, aquele miserável que mexeu nas ervas para a gestação precisa ser pego! Só de pensar, me dá um arrepio...

— Isso é algo que eu mesma vou resolver. — Interrompeu Íris, sem deixá-la se meter mais.

Na verdade, ela pretendia usar Marli apenas para substituir Flora e ajudá-la a enviar mensagens. O Palácio da Harmonia estava cheio de guardas naquele momento, e Flora também estava sendo vigiada pelos homens de Mateus.

Como Imperatriz, Íris não podia simplesmente sair do palácio, então precisava encontrar alguém que não chamasse a atenção de Mateus.

— Tenho uma carta para enviar. — Disse ela, depois de pensar um instante. — Leve ela até o portão leste.

De acordo com as regras do palácio, toda correspondência precisava ser inspecionada. Mas aquela carta era destinada a Ulisses, e Íris queria evitar qualquer complicação. O ideal era fazê-la sair discretamente.

— Sim, Imperatriz! — Respondeu Marli, inclinando a cabeça respeitosamente.

Porém, assim que se afastou, ela abriu a carta às escondidas.

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