No templo abandonado, os homens se revezavam, um após o outro.
No começo, Kayra ainda chorava e gritava, mas depois ficou em silêncio.
Ela se encolheu sobre o monte de palha, com os olhos fixos na porta, parecia uma boneca de barro sem alma, toda gelada.
Ela não esperava, realmente não esperava, que sua irmã usaria aquele tipo de método contra ela!
“É demais... A mana prometeu me proteger para sempre. Ela mentiu!”, pensou Kayra em seu coração.
...
Enquanto isso, no Palácio da Harmonia, fora da porta da sala interna, Flora queria entrar para levar um chá que ajudava a aliviar a ressaca, mas ouviu um barulho estranho e, de repente, percebeu o que estava acontecendo.
Ela abriu a boca em choque, assustada e ansiosa.
Então Omar apareceu do nada e a puxou para longe.
O rosto de Flora ficou pálido.
Ela quis correr para dentro da sala e impedir aquilo, mas não conseguiu.
Ela se sentiu inútil, incapaz de proteger a Imperatriz.
...
No salão do banquete, depois que o Imperador saiu, todas as concubinas ficaram entediadas.
Olharam de vez em quando para o trono, cochichando umas com as outras.
— O Imperador não vai voltar?
— Não acredito... Hoje é o Ano Novo.
— Mas a festa está quase acabando.
A Imperatriz-Mãe também achou estranho e enviou alguém para perguntar. Pouco tempo depois, a Dama Judite sussurrou em seu ouvido:
— O Imperador foi ao Palácio da Harmonia e não voltou mais. Parece que vai passar a noite lá.
A Imperatriz-Mãe ficou alarmada:
— Que absurdo! Como isso pode acontecer?! Afinal, a Imperatriz está grávida de apenas dois meses... Se algo acontecer e ele perder o controle...
Mas, por outro lado, pensou, o Imperador não era alguém descuidado sem juízo.
Não demorou muito, a festa do Ano Novo acabou.
Cada concubina retornou para seu próprio palácio.
Wanda chamou Zora:
— Zora, o Imperador tem se importado muito com a Imperatriz ultimamente. Ele foi para o Palácio da Harmonia e não voltou mais. Dá para ver que, para ele, nós não valemos nada.
Zora respondeu com voz fraca, mas sorrindo:
— Wanda, não se menospreze.
Não importava o quanto Wanda falasse, Zora mantinha a compostura, sem mostrar falhas ou fraquezas.
Da mesma forma, Isadora também se escondia em silêncio.
Ela estava ainda mais preocupada naquele momento, se perguntando se a pessoa misteriosa já havia sido capturada. Sem perder tempo, ela correu de volta para o Palácio das Flores.
Ela não conseguia se lembrar.
Nos fragmentos que surgiam, tudo tinha sido intenso demais.
Íris tentou se controlar e levantou a ponta do cobertor.
Mesmo vestindo o pijama, parecia que não usava nada.
O interior das cobertas estava um caos: roupas sobre roupas, e o peito quase totalmente exposto.
Na noite passada... Eles realmente...
O rosto de Íris ficou pálido como ferro.
Ela olhou para o teto da tenda, tentando se acalmar.
Foi ela quem se embriagou, ela que deixou as coisas saírem do controle.
Quando conseguiu se recompor, ela se sentou e rapidamente arrumou o pijama desordenado.
Ao inclinar um pouco a cabeça, pôde ver as marcas no peito.
Ela ficou atônita.
Além de arrependimento, só sentia ainda mais arrependimento.
Mas o que aconteceu já havia acontecido, não adiantava ficar se culpando.
— Já acordou? — A voz rouca do homem soou de repente atrás dela.
O corpo de Íris estremeceu, e ela parou de arrumar o cinto.

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