Jordan ficou paralisado por um instante, depois percebeu que estava pensando demais. Endireitou o rosto imediatamente. "Sim, senhor."
Wyatt abriu a porta do carro e deslizou para o banco. Uma lufada de ar fétido escapou, e ele franziu a testa.
Jordan entrou pelo outro lado. Wyatt perguntou na hora: "Você está sentindo isso?"
Jordan respirou fundo, engasgou e quase vomitou antes de tapar a boca com a mão. "Wyatt, são suas roupas. Você está impregnado de lixo..."
A expressão de Wyatt não mudou. Um homem como ele já tinha visto e passado por coisas piores. Ele disse sem emoção: "Dirija. Receita Federal."
Então, puxou lenços com álcool do porta-luvas e começou a esfregar as mãos e os braços.
Jordan continuava lançando olhares furtivos para ele, pensando: Por mais que ele diga que não se importa, é mentira. Se ele encontrar a Madame primeiro e ela o abraçar, só para sentir esse cheiro horrível, não vai estragar tudo?
...
No complexo da Receita Federal, Jordan olhou para os prédios imponentes. "Por onde começamos?"
Wyatt inclinou a cabeça para trás, um sorriso frio nos lábios. "Idiota. Ela está usando um bloqueador, não está?"
Onde o sinal estava morto, era lá que ela estaria.
Jordan rapidamente seguiu a linha de recepção mais fraca. "Devemos nos separar?"
Eles se separaram, cada um observando a força do sinal do celular enquanto se movia.
Wyatt olhou para cima, para uma varanda onde roupas estavam penduradas para secar. Sem hesitar, agarrou os tubos do ar-condicionado e a linha de drenagem, escalando suavemente pela parede externa. Puxou uma camisa, pensou um pouco, então jogou um punhado de dinheiro pela janela aberta como pagamento.
Agarrado à parede, percebeu um segurança passando lá embaixo, então saltou para a varanda.
O apartamento estava vazio.
Atravessando a sala, pegou uma garrafa de água mineral da mesa, saiu pela porta da frente e entrou no corredor.
Enquanto caminhava, desenroscou a tampa e despejou a água sobre a cabeça, encharcando o cabelo. Passou a mão para trás, tirou a camisa fedorenta e vestiu o paletó roubado.
Quando subiu mais alto, o sinal do celular já estava enfraquecendo.
Seus olhos se estreitaram. Lentamente, girou o aparelho, avaliando a mudança de intensidade em cada ângulo.
O sinal estava quase desaparecendo. Ele não avisou Jordan no outro prédio—seguiu sozinho em direção ao ponto mais fraco.
Será que outros moradores não perceberam o apagão?

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