No hospital, Scar veio buscar Nora e Paul, enquanto Wyatt era levado para a clínica em uma maca.
O ferimento dele precisava ser desinfetado e suturado, e ele foi colocado no soro para baixar a febre.
Durante todo esse tempo, Wyatt não soltou o pulso de Yunice nem por um segundo.
Jordan, sempre tão “atencioso”, pediu às enfermeiras que encostassem outra cama ao lado da de Wyatt, transformando o espaço em algo parecido com uma cama de casal. “O médico disse que é só uma reação subconsciente da febre. Quando ele acordar, vai soltar.”
Depois, ele olhou as horas, se espreguiçou de forma exagerada e suspirou. “Estou há dois dias e duas noites sem dormir, estou prestes a cair. Vou tirar a noite de folga e deixar o Wyatt aos seus cuidados.”
Dito isso, saiu discretamente, fechando a porta atrás de si.
O quarto ficou em silêncio.
Yunice ergueu o olhar para o soro pingando acima, depois voltou a atenção para a mão de Wyatt apertando firme a sua.
A mão livre dela pairou sobre o pulso dele. Ela era médica formada em medicina tradicional—sabia exatamente quais pontos de pressão controlavam cada articulação. Um beliscão, e ele soltaria…
“Yunice!”
A porta se abriu com força antes que ela pudesse agir.
Ela puxou a mão de volta por instinto e olhou para cima.
Freya e Victor estavam na porta, os rostos iluminados em sintonia. “Você realmente voltou!”
“Finalmente caiu em si! Não é melhor aqui?”
Pega de surpresa, Yunice congelou. Ela tinha ido embora sem avisar ninguém, e mal duas semanas depois, já tinham a encontrado. Desconcertada, ela gaguejou: “Freya, Victor… o que vocês estão fazendo aqui?”
A surpresa deles era igual à dela. “Você não nos ligou?”
…Ela queria entrar discretamente, sem ser vista por ninguém.
Freya franziu a testa. “Jordan disse que você estava fora há meia mês, que sentiu tanta falta de casa que voltou chorando—dizendo que sentia falta da gente. É claro que corremos pra cá. O que devíamos fazer, deixar você chorar a noite toda?”
Passos apressados ecoaram pelo corredor.
Laurie entrou, o jaleco branco esvoaçando como uma tempestade. “Então você lembra como voltar! Você abandonou seu projeto de graduação no laboratório por meia mês. Está planejando não se formar?”
“Laurie…”
“Não me chame assim! Quando estou com esse jaleco, me trate pelo título.” O olhar afiado dela caiu sobre as mãos entrelaçadas na cama. “Ótimo. Você larga a pesquisa, ignora sua orientadora, e depois de uma saída volta fazendo romance. Tem alguma ambição? Eu devia ter deixado seu experimento mutar!”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Filha Invisível