Wendy recuou bruscamente, engolindo a frase que não terminou.
Todo o interior do seu nariz ardia e formigava. Sua visão ficou embaçada, os lábios dormentes e inchados, e os dentes haviam cortado o interior da boca.
Sentiu um calor debaixo do nariz, levou a mão até lá... sangue.
“Wendy? O que você está fazendo aqui?”
Os alunos que estavam entregando os suprimentos ouviram a confusão e subiram correndo as escadas—apenas para encontrar Wendy parada ali.
Ela saiu do transe, segurando o nariz enquanto apontava para a sala de suprimentos. “A... a sala de suprimentos! Tem um professor e uma aluna fazendo aquilo...”
“O que é ‘aquilo’?” perguntou um dos alunos, inocentemente.
“Vocês vão ver quando entrarem!”
Os outros hesitaram, mas correram em direção à sala de suprimentos.
Wendy foi atrás, olhando ao redor, mas Yunice não estava em lugar nenhum.
Será que ela voltou pra dentro?
Idiota.
Então ouviram vozes lá de dentro: “O que vocês...”
“O que vocês dois estão fazendo aqui?”
Wendy percebeu o mal-entendido e se iluminou de alegria. Correu para dentro, gritando de forma dramática: “Sr. Tommy! Você é professor—nunca faria algo assim, não é? Alguém deve estar tentando te incriminar!”
Quando sua voz ecoou, os alunos se afastaram para que ela pudesse ver.
Só então Wendy viu quem estava cercado pelo grupo: sua comparsa e o Sr. Tommy.
Sua testa se franziu imediatamente. “Ei...”
Percebendo que quase se entregou, Wendy fechou a boca rapidamente.
“Wendy, não é sua melhor amiga? O que ela está fazendo com o Sr. Tommy... e por que ele está com essa cara estranha?”
Tommy respirava com dificuldade, o rosto vermelho. Era óbvio para qualquer um em que estado ele estava.
A pequena comparsa, nervosa, captou o olhar ameaçador de Wendy e rapidamente apontou e disse: “Foi um engano! Não fui eu—foi a Yunice!”
“Ela estava aqui com o Sr. Tommy o tempo todo. Eu vi os dois, mas quando percebeu que ia se dar mal, ela me empurrou pra dentro e fugiu!”

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