“Foi a Wendy?” Tommy perguntou.
Yunice só conseguia pensar em uma pessoa infantil o bastante para fazer algo assim—Wendy.
Tommy franziu a testa. “Isso é ridículo.”
Ele pegou o celular para ligar para alguém destrancar a porta.
Mas antes mesmo da ligação completar, a tela ficou preta de repente.
Tommy olhou para o aparelho, sem graça. “Acabou a bateria...”
E logo acrescentou: “Juro que não planejei isso, Yunice. Não se preocupe—vou explicar tudo para o seu marido.”
Isso só fez parecer pior.
Yunice lançou um olhar desconfiado para ele. Tommy se apressou em explicar. “Você não conhece bem o prédio da escola. O campus de medicina foi reformado. A área onde estamos agora faz parte do prédio antigo—os laboratórios, salas de música e depósitos como esse só são usados em situações especiais. Ninguém passa por aqui a não ser que precise muito.”
“Então... pode demorar até alguém nos encontrar. E... somos um homem e uma mulher... sozinhos...”
A insinuação era clara.
Yunice nem estava ouvindo. Ela pensava.
Por que Wendy faria uma pegadinha dessas, roubando seu celular?
Ela teria trancado os dois só para ganhar tempo e tentar desbloquear o aparelho—ou queria mesmo era criar um escândalo entre ela e Tommy?
De qualquer forma, era problema.
O celular de Yunice estava cheio de informações sensíveis. Felizmente, tinha dois sistemas. Se tivesse caído só nas mãos da Wendy, não haveria tanto com o que se preocupar. Mas se alguém realmente habilidoso conseguisse acessar e encontrasse o segundo sistema...
Ainda assim, ela já estava preparada para isso.
Tommy andava de um lado para o outro no depósito, procurando uma saída.
As janelas estavam seladas, e eles estavam no quinto andar.
As saídas de ar eram estreitas e perigosas demais.
E a porta? Sem chance.
“Yunice... quer me ajudar a procurar alguma coisa?” Tommy sugeriu, olhando para ela sentada calmamente na cadeira. “Você não está preocupada?”
Ele suspirou. “Sou instrutor residente. Você é aluna. Se começarem a espalhar boatos, você pode ser expulsa, e eu demitido. Isso vai ficar no meu histórico.”
Yunice deu de ombros. “Se a gente realmente tivesse um caso, por que trancaríamos a porta por fora?”
“Hã?” Tommy piscou, então caiu a ficha.
Como duas pessoas dentro de uma sala trancariam a porta por fora com uma corrente?
Obviamente, não poderiam.
Toda a situação contrariava a história.
Yunice murmurou baixinho: “Idiotas.”
Mas Tommy ainda estava preocupado. “E se ela voltar, destrancar a porta e começar a gritar por socorro?”
“Aí a gente seria pego bem aqui. E todo mundo pensaria o pior.”
Yunice sorriu de leve. “É isso que eu estou esperando.”

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