Antes que Yunice pudesse reagir, o espaço ao seu lado ficou subitamente vazio.
Tudo o que sentiu foi uma rajada de vento—e, no instante seguinte, viu uma silhueta disparar para fora. Logo depois, ouviu um gemido abafado do lado de fora da estufa.
E então—silêncio.
Yunice correu atrás dele, apenas para encontrar Wyatt já tendo deixado o homem inconsciente.
Ela se aproximou e arrancou a máscara do rosto do homem, revelando um estranho desconhecido, sem nada de notável.
Wyatt examinou a área com cautela antes de arrastar o homem para o lado. “Deixa comigo.”
Quem quer que tivesse enviado alguém para espionar Yunice provavelmente tinha Wyatt como alvo. Ou seja, era melhor que ele mesmo investigasse.
Yunice não discutiu. Afinal, agora era universitária—não era a pessoa certa para interrogar ninguém.
Wyatt olhou as horas. Já passava da uma da manhã.
Yunice ainda tinha aula no dia seguinte. Não podia virar a noite acordada.
No momento, sua cabeça estava cheia de pensamentos sobre quem estava por trás do perseguidor. Ele lembrou Yunice: “Você deveria ir dormir.”
Yunice hesitou. “O dormitório já está trancado. Meu quarto é no terceiro andar, e não dá pra entrar pela janela…”
Ela olhou para ele, claramente incomodada. “Será que… a gente não deveria ir pra um hotel?”
Por um instante, Wyatt achou que tinha ouvido errado. Seu olhar ficou paralisado.
Depois respondeu: “Claro.”
Mas, mesmo concordando, seus olhos demoraram um pouco mais nela. Algo parecia estranho.
Yunice lançou um olhar para o homem desacordado no chão, depois se virou para mostrar o caminho. “Conheço um portão lateral que podemos usar. Só peça para um dos seus homens cuidar dele.”
Wyatt franziu a testa e não a seguiu de imediato. Em vez disso, enviou uma mensagem: “O que aconteceu com a família Saunders e a família Powell? Quero um relatório—agora.”
Yunice parecia abatida. Provavelmente algo havia acontecido com a família Saunders.
Paul não tinha poder para deixar Yunice tão abalada.
Scar chegou para levar o homem desacordado embora.
Enquanto isso, Wyatt levou Yunice para um hotel.
Assim que entraram na suíte, Yunice tirou o uniforme escolar e o jogou no cabideiro. Chutou os sapatos e foi direto para o banheiro.
Wyatt a seguiu, parando para pendurar o uniforme dela direitinho.
A água corria no chuveiro. O vapor embaçava o vidro fosco, mas ele ainda conseguia distinguir a silhueta dela, imóvel contra a parede, deixando a água cair de cima.
Sua expressão ficou ainda mais tensa.

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