Yunice franziu a testa, claramente irritada. “Ela não tem nada melhor para fazer?”
Por que se esforçar tanto para se agarrar a um homem que já é casado?
Ao avistar um casal passando de scooter elétrica, ela abaixou o vidro. “Com licença, posso pedir um favor?”
O casal a olhou com desconfiança, especialmente quando ela mostrou um maço de notas de cem dólares. A expressão deles ficou ainda mais cautelosa — provavelmente parecia algum tipo de golpe elaborado.
Yunice apontou para a mulher deitada à distância. “Vocês poderiam ajudá-la a voltar para a cadeira de rodas e levá-la ao hospital? Isso é para compensar o trabalho.”
“Fiquem tranquilos, não sou golpista. Podem gravar tudo, se quiserem.”
Tentados pelo dinheiro, o casal resolveu arriscar. A mulher até gravou tudo, claramente com medo de ser responsabilizada por algo.
Assim que eles foram em direção a Nora, Yunice fechou o vidro e Wyatt arrancou sem olhar para trás.
Fieis à palavra, o casal ajudou Nora a voltar para a cadeira de rodas. Nora imediatamente começou a procurar o carro de Wyatt.
Mas ele já tinha ido embora.
Ainda assim, Nora logo se convenceu. Wyatt guarda rancor. Provavelmente ainda está bravo comigo. Se eu não tivesse causado a morte do Sr. Fiona, ele já teria me perdoado...
Sr. Fiona?
De repente, uma faísca brilhou nos olhos de Nora — uma ideia.
No carro, Yunice recebeu o vídeo do casal. Mostrava Nora na cadeira de rodas, filmada de costas.
Nora recusou a oferta de ser levada ao hospital e foi embora sozinha.
“Ela está bem”, informou Yunice.
“Não me importo”, disse Wyatt, com as sobrancelhas franzidas.
“Você realmente não a ama nem um pouco?” ela perguntou.
“Namorei, mas nunca amei.”
Foi uma resposta brutalmente honesta — e um pouco cruel.
Namorar não significa necessariamente amar. Adultos fazem escolhas. É só isso.
Yunice não idealizava relacionamentos. Não era do tipo que ficava analisando cada palavra dele — apenas assentiu. “Ótimo. Da próxima vez que eu a encontrar, já sei o que fazer.”

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