Os olhos de Mary se arregalaram em descrença... Ela não esperava que Yunice respondesse de forma tão cortante e implacável.
Ela explodiu: “Acha que só porque Wyatt te mimou, pode...”
Yunice ergueu o olhar e interrompeu, calmamente. “E você acha que só porque Wyatt cede à sua família, pode fazer o que quiser?”
“Os crimes do Morgan vão muito além do que ele fez com Elsie. Não escapará da lei, não importa a quem implore. Em vez de vir aqui causar confusão, talvez seja melhor mandar seu precioso neto confessar e assumir a responsabilidade enquanto ainda tem chance de clemência.”
Mary abriu a boca, mas não conseguiu formular uma única palavra em resposta.
Mas seu filho atrás dela não se conteve. Humilhado por ver a mãe sendo rebaixada na frente de todos, avançou e levantou a mão, pronto para dar um tapa em Yunice.
Ela não se moveu, mas o tapa nunca chegou a seu rosto.
O mordomo interveio, colocando-se à frente dela e segurando firmemente o pulso dele.
Sua voz estava fria. “Sr. Johnson... A Sra. Yunice é a senhora da casa. Você, como estranho, ousa levantar a mão contra a dona da casa? Esqueceu de quem é a residência em que está?”
Ele zombou: “Ela não passa de uma decoração que Wyatt casou por aparência. E vocês realmente a tratam como se fosse importante? Que piada.”
Mas, por mais que menosprezasse Yunice, o mordomo segurava seu pulso com firmeza, deixando-o sem chance de sequer tocá-la.
Yunice sentiu-se até um pouco desapontada. Se aquele tapa tivesse atingido, poderia ter feito uma pequena performance para Wyatt depois. Ainda assim, a forma como o mordomo e a equipe a protegeram a surpreendeu, e até a comoveu levemente.
Vendo a maré se virar contra eles, Mary explodiu: “Sra. Yunice, você vive às custas dos benefícios deixados pela minha neta, impondo-se sobre a família dela. Não sente o mínimo de vergonha?”
Mas Yunice não caiu na armadilha óbvia. Respondeu friamente: “Engraçado, estava justamente pensando como é vergonhoso aproveitar os benefícios que sua neta deixou e usá-los para se impor.”
“Você criou Morgan, escória da sociedade, e agora corre por aí tentando livrá-lo de problemas. Honestamente, sua moral e seus valores nem chegam perto de qualificá-la para julgar alguém.”
“Sua...!” Mary tremia. “Todo mundo sabe que Oscar era um assassino depravado! Você só está tentando livrá-lo culpando Morgan!”
Yunice respondeu, calmamente: “As acusações contra meu irmão ainda estão sob investigação. Mas Morgan? Seus crimes estão definidos. Caso contrário, por que se daria ao trabalho de vir até aqui?”
O rosto de Mary ficou pálido. Ela segurou o peito, ofegante.
Seu filho correu instantaneamente para o lado dela, em pânico. “Mãe! Olha aqui... Se algo acontecer com ela, você será responsável!”
Yunice respondeu: “Apenas um juiz pode decidir quem é responsável. E até onde sei, Sr. Johnson, você não tem licença de juiz.”

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