Yunice estava claramente irritada. Virou a cabeça, apenas para encontrar Wyatt ainda a observando.
Era como se ele não tivesse desviado o olhar o tempo todo em que ela conversava com outra pessoa.
E ele nunca se esforçava para ser sutil ao olhar alguém... Seu olhar era sempre direto, quase intrusivo, como se não se importasse com o que os outros sentiam.
Irritada, Yunice disparou: “Então quer que ela acorde ou não? Misericórdia na hora errada faz mais mal do que bem.”
Wyatt rebateu: “E você... Quer que ela acorde ou não?”
Yunice se levantou. “O que isso tem a ver comigo?”
Enquanto ela se afastava com expressão fria, Jordan correu até Wyatt e sussurrou: “Ela está brava!”
Wyatt realmente riu. “Está?”
Jordan, irritado, disse: “Não consegue perceber?”
Wyatt se levantou abruptamente, uma mão no bolso, e seguiu atrás dela com passos lentos e despreocupados.
Com suas longas pernas, alcançou-a sem precisar se apressar.
Yunice sabia que ele estava logo atrás, mas não diminuiu o passo nem olhou para trás.
Wyatt se posicionou à frente dela, virando o corpo de lado para encará-la.
Caminhou de costas, mantendo os olhos no rosto dela. “Ainda está brava?”
Ver o olhar brincalhão dele só fez Yunice revirar os olhos com mais força.
Ele continuou: “Não foi você que dizia ser a esposa generosa e oficial? Se está com ciúmes, diga logo. Não vou rir.”
Yunice explodiu: “Continue bloqueando meu caminho e garanto que vai mancar de novo.”
Wyatt não se importou. Ergueu uma sobrancelha. “Está tão ocupada se irritando que nem sente curiosidade? Não tem nada que queira me perguntar?”
Yunice estava prestes a falar quando seus olhos se desviaram para trás dele, claramente distraída por algo.
Após alguns segundos, Wyatt percebeu e virou-se para olhar para o andar de baixo.
Um homem bêbado tropeçava para fora de uma sala privativa e desabou em um dos sofás de couro do lounge.
Um garçom nervoso o seguia, tentando ajudá-lo a se levantar. “Sr. Morgan, o senhor bebeu demais. Por favor, deixe-me levá-lo de volta...”
O homem agitava-se desajeitadamente, virando-se e revelando o rosto.
Wyatt franziu ligeiramente a testa. Era Morgan.
Seu comportamento estava estranho... As pupilas dilatadas, a expressão vazia e instável. Às vezes, ele ficava olhando para o nada por dez segundos sem piscar.
O garçom tentou arrastá-lo, mas Morgan recuperou força de repente e agarrou o homem pela gravata, puxando-o para perto. “Seu imbecil... Como ousa tocar em mim? Sabe quem eu sou? Sou Morgan! Mesmo que eu mate alguém, ninguém ousaria me tocar! Entendeu?”

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