Wyatt ergueu a mão, os dedos roçando de leve os hematomas avermelhados no pescoço de Yunice.
Aquilo não parecia resultado de um acidente de carro, parecia mais marcas de mãos.
Yunice respondeu, com calma: “O médico disse que são contusões em tecido mole, provavelmente causadas por algum acessório do carro que me atingiu durante o impacto. Vai desaparecer em alguns dias.”
Elianna baixou o olhar, os olhos se movendo rapidamente.
Isso é mentira. Paul a estrangulou. Ele também disse que quem armou contra Oscar foi Morgan.
Ah... Então foi por isso que Yunice encenou o acidente...
Para explicar as marcas no pescoço.
Assim, Wyatt não suspeitaria que ela tinha se encontrado com Paul, nem que sabia a verdade.
Ele convidou as duas para comerem juntas a refeição.
O celular dele vibrou várias vezes, mas apenas ignorou.
Os dois guarda-costas, agora completamente desacreditados, estavam por perto com rostos pálidos e postura rígida, observando Wyatt nervosamente, à espera de qualquer sinal de fúria.
Eles falharam em impedir que Yunice batesse o carro contra uma árvore.
A culpa era deles.
Yunice disse, suavemente: “Tudo aconteceu tão de repente. Eles não tiveram tempo de reagir. Por favor, não os puna.”
Wyatt não respondeu, apenas serviu alguns pratos para ela em silêncio.
Depois de alguns minutos, ele se levantou e arrumou uma desculpa para sair. Os dois guarda-costas de terno preto o seguiram imediatamente, com rostos tensos como homens indo para a própria execução.
Assim que eles saíram, Yunice pousou o garfo lentamente e lançou um olhar para Elianna, que ainda comia.
Seu tom era frio. “Não tem nada que queira dizer?”
Elianna parecia relaxada, quase arrogante. “Achou que eu ia te dedurar, né? Fica tranquila, não sou tão burra assim.”
“Wyatt confia mais em você do que em qualquer coisa. Mesmo que eu contasse a verdade, uma palavra sua e a culpada seria eu.”
Ela bufou por dentro. Vai lá, continue convencida enquanto pode. É só esperar a Nora acordar. Aí você vai aprender o que é favoritismo de verdade.
Yunice a observou por um momento, depois desviou o olhar. Desde que Elianna mantivesse a boca fechada, já era suficiente.
Nesse instante, o celular dela tocou. Ela olhou a tela e atendeu. “Victor…”
“Está no hospital? Onde você está? Vou te encontrar.”
Elianna aguçou os ouvidos, prestando atenção.
Yunice se levantou e disse: “Se o Wyatt voltar, diga que fui encontrar um amigo.”
….
Enquanto isso, Wyatt estava do lado de fora, com expressão séria, interrogando os dois guarda-costas. “O que a Yunice fez hoje? O que exatamente aconteceu?”
Na mente dele, ela sempre foi calma e controlada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Filha Invisível