Do outro lado da ligação, Yunice parecia hesitante. “Você sabe como é difícil reservar aquele lugar. Só consegui esse horário após muitos contatos. Se mudar a data, toda a agenda muda e você ainda vai ser colocada na lista negra pelo gerente.”
Peggy reclamou: “Elsie acabou de morrer! Owen não está querendo se casar…”
Yunice respondeu, friamente: “Então não há nada que eu possa fazer. Reservo para você daqui a alguns anos.”
“O quê?” Peggy quase gritou. “Não posso esperar tudo isso!”
Yunice soltou uma risada leve. “O Ocean Silverburgh é um estabelecimento. Mesmo sendo administrado pela família, atendemos clientes pagantes. Não posso simplesmente desmarcar alguém para abrir espaço para você.”
“Três anos está fora de questão!”, Peggy disparou.
Yunice disse, calmamente: “Então pense melhor.”
Peggy desligou e olhou para o andar de cima.
A porta do quarto de Owen estava trancada.
Ele sempre a mantinha do lado de fora, protegendo o quarto como se fosse um cofre.
Seus olhos se voltaram para o quarto ao lado, de Elsie.
“Qual é o sentido de manter o quarto de uma morta? Melhor dar para alguém que precise.”
Ela entrou no quarto e viu a urna sobre a colcha lilás.
Seu rosto se contorceu. “Que estranho. Ele vai transformar a casa num mausoléu?”
Ela pegou a urna. “Que desperdício. Nem seu pai recebeu esse tratamento.”
Peggy observou o quarto e viu um pote de colágeno em pó.
Então olhou novamente para a urna.
Enquanto isso, Owen estava rolando comentários cheios de ódio na internet, ficando cada vez mais furioso. Depois de um tempo, percebeu algo estranho... A casa estava silenciosa demais.
Normalmente, se ele a deixasse do lado de fora, Peggy estaria batendo na porta sem parar.
Então ele se lembrou da urna no quarto ao lado.
Owen saiu correndo do quarto e abriu a porta, encontrando Peggy no quarto de Elsie.
Ele entrou furioso e a puxou. “Quem disse que podia entrar aqui?”
Mas então parou.

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