Wyatt agora tinha Yunice. Ele não se importava mais com Nora. Se dependesse dele, provavelmente torcia para que ela nunca acordasse.
Morgan ficou ainda mais certo das verdadeiras intenções de Wyatt quando Maine não contestou.
Maine sempre tinha sido próxima da irmã dele. Entre todos, ela era a única que continuava defendendo Nora.
Se existisse a menor chance de sua irmã acordar, Maine teria contado primeiro a Wyatt.
Mas, pelo olhar dela, estava óbvio que ela já tinha tentado, e encontrado um muro.
Quando terminou de arrumar tudo, Maine jogou a bolsa no ombro. “Vamos.”
Morgan a seguiu para fora.
Maine foi direto ao sistema de vigilância do corredor e apagou as gravações, eliminando qualquer rastro.
Enquanto isso, Paul recebeu uma mensagem anônima: Elsie tinha sido atacada e agora estava abandonada em um hotel, esperando ser resgatada.
Ele estava sentado diante do espelho, com os olhos fixos na cicatriz profunda gravada em seu rosto.
Fazia muito tempo que ele não saía de casa.
Já tinha enxergado aquela vad*a da Elsie como ela realmente era e não tinha mais paciência. Mas agora...
A expressão de Paul se contorceu enquanto seus dedos tocavam a cicatriz em sua bochecha.
Ele precisava se salvar de alguma forma…
E, neste momento, Elsie tinha acabado de se entregar a ele de bandeja.
….
No Salão Pavilion, Yunice estava sentada à mesa, empilhando cartas em uma torre.
Uma fileira de empregadas domésticas estava atrás dela, cada uma com uma expressão diferente enquanto observavam a mulher construindo uma casa por puro tédio.
Já estava com oito camadas de altura, formando uma torre octogonal, e ainda restava uma pilha inteira de cartas sem usar.
As empregadas, admiradas em silêncio com o tipo de vida que só os ricos podiam ter, finalmente deram um passo à frente para lembrá-la: “Sra. Cooper, o senhor ligou mais cedo. Ele disse que vai levá-la a um baile de caridade esta noite. Seu vestido já foi providenciado. Quando a senhora gostaria de experimentá-lo?”
Yunice inclinou a cabeça. “Um baile de caridade?”
“Sim”, respondeu a empregada. “Começa às nove da noite. Ainda há tempo.”
Yunice piscou e girou uma carta entre os dedos. Bailes de caridade eram o parquinho dos ricos.
Na superfície, tudo girava em torno de boas causas e do bem-estar público, mas nos bastidores não passava de um jogo de disputas de poder disfarçadas.
Especialmente para as mulheres... Era a maneira mais fácil de formar conexões naquele círculo.
Jovens usavam esses eventos para aparecer, observar famílias ricas e garantir possíveis alianças matrimoniais.
Casadas os usavam para se integrar aos círculos sociais da elite, ajudando os maridos a ganhar influência de maneiras mais sutis.
Naquele mundo, os homens só levavam suas esposas legais. Levar amantes ou filhos ilegítimos faria com que fossem socialmente excluídos.
Wyatt a levaria em um evento assim? Parecia que ele finalmente iria apresentá-la à alta sociedade como a legítima Sra. Cooper.

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