Wyatt deu um passo à frente e agarrou o ombro dela com força. Sua voz era cortante, exigente: “O que foi isso? Queria ver com seus próprios olhos… E depois desaparecer silenciosamente da minha vida, não é?”
Seu tom ficou mais sombrio, cada palavra carregada de significado. “É isso que está planejando?”
Yunice franziu a testa. “Não.”
Ela não havia pensado tão longe. Só queria confirmar o estado de Nora antes de decidir o que fazer.
Se houvesse alguma chance de Nora se recuperar, ela não se agarraria a ele, e certamente não se permitiria sentir nada mais por ele.
Wyatt a encarou, buscando algum lampejo da emoção que precisava ver.
Yunice retribuiu o olhar, com suas sobrancelhas ainda franzidas, e uma expressão sombria.
Ela entendia sua frustração, mas para Wyatt, sua calma inabalável era a parte mais irritante.
Ela não parecia triste. Não estava com raiva. Apenas calma e séria.
Só alguém que não amasse poderia reagir de forma tão lógica à traição.
Wyatt sabia que estava errado. Mas não sentia culpa, apenas uma crescente tempestade de ressentimento e frustração em relação a Yunice.
Por que ela não o questionou sobre a Nora? Por que não chorou, gritou ou exigiu uma explicação?
É porque ela não me ama. Só pode ser isso.
Sua raiva se transformou em algo mais profundo, frustração, ciúme, desespero.
Sem dizer mais nada, ele a empurrou para a cama.
Wyatt montou em cima dela, com um joelho de cada lado, e com uma das mãos, afrouxou a gravata. Um lampejo de inquietação passou pelos olhos de Yunice pouco antes de ele puxar sua gola.
Chocada, ela instintivamente levou a mão à perna.
Mas Wyatt foi mais rápido. Ele arrancou a pequena arma escondida da cintura dela e a arremessou para o canto mais distante do quarto. Ela caiu no chão com um estrondo e deslizou para longe.
Yunice se virou, assustada, encarando Wyatt acima dela. A diferença de força era inegável. Ela não tinha a menor chance.
Ele enrolou a gravata em seus pulsos, apertando-a bem.
Yunice abriu a boca para falar, mas nenhuma palavra saiu. Sua respiração ficou presa na garganta enquanto o encarava, impotente sob seu peso.
Dessa vez, não havia delicadeza nele, nenhuma hesitação cuidadosa. Apenas uma urgência feroz e possessiva, como se ele precisasse lembrá-la de que ela não podia ignorá-lo.
“Wyatt...”, ela sussurrou, com a voz trêmula.
“Preciso que você entenda uma coisa: Não vou te deixar ir embora.”
Ela engasgou, assustada com a força repentina.
Wyatt se inclinou para mais perto e murmurou em seu ouvido: “Consegue sentir o quanto eu te quero?”

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