Não diga isso…
Que qualquer um vá para o inferno, menos você! Você não fez nada de errado!
Wyatt ardia em raiva. Raiva das mentiras de Paul, de si mesmo por acreditar nelas e, acima de tudo, por não ter levado Yunice consigo quando teve a chance, deixando-a sozinha para enfrentar aqueles animais.
A mulher deu uma risada curta e amarga, depois olhou para Paul com uma calma fria. “Seu castigo está apenas começando. Espere só.”
O mal nunca fica impune. E ela não era a única que o queria morto.
“Wyatt, vamos embora.” Yunice pegou sua mão ainda sangrando e o conduziu para fora da empresa.
Observando-os partir, Taylor voltou seu olhar para Paul, que ainda estava ajoelhado no meio do corredor.
Ninguém viria ajudá-lo agora.
Enquanto os saltos altos faziam barulho em sua direção, Paul olhou para cima com um sorriso irônico.
“O quê? Você vai me matar? Se fizer isso, a família Kendall estará acabada.”
Pensando em seu falecido pai e em seu leal assistente, Taylor cerrou o maxilar com tanta força que doeu.
“Paul, você é como um sapo agachado no pé de alguém. Não consegue morder, mas é simplesmente nojento! Yunice tem razão. Matar alguém como você só sujaria as nossas mãos. Há um longo caminho pela frente, vamos ver até onde você chegará!”
Ela não se incomodou mais com ele e entrou no elevador sozinha.
Paul ficou lá, gemendo de dor.
Seu corpo inteiro doía enquanto tentava se levantar. Sem outra opção, ele pegou o telefone para ligar para alguém da família Powell, apenas para perceber que Wyatt o havia quebrado.
Então, dez minutos se passaram, mas ninguém veio para ajudá-lo.
Ele não podia esperar lá até que escurecesse e a empresa fechasse.
Droga! Preciso sair daqui!
Rangendo os dentes, Paul se arrastou para cima e mancou até o elevador, apertando o botão do estacionamento.
Seu carro estava lá.
Mal conseguindo se manter em pé, ele encostou na parede do elevador com a visão girando, observando os números dos andares caírem um a um.
Quando as portas finalmente se abriram, Paul se esforçou para andar, apenas para ser recebido pelo som de aplausos.
O que está acontecendo?
Assim que saiu, os aplausos cessaram.
Ele congelou, atordoado ao ver uma multidão de funcionários segurando bastões luminosos olhando diretamente em sua direção.
A maioria dos funcionários da empresa estava ali.
Levou um momento, mas alguém finalmente o reconheceu pelo distintivo em seu peito ensanguentado.
“Sr… Sr. Paul?”
A multidão tentou conter o riso, mas alguns não conseguiram conter os bufos abafados.
O rosto do homem empalideceu. Ele percebeu que sua humilhação agora estava completa.
Isso tem que ser encenação! Alguém deve ter reunido essas pessoas aqui só para me ver fazendo papel de bobo!

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