Wyatt, que ainda a segurava com força, sentiu os braços dela permanecerem presos ao seu redor. Pensando que Yunice ainda estava em dúvida, ele gentilmente ofereceu: “Quer buscar agora?”
A mulher olhou para cima, agradecida, e deu um beijo suave em seu pescoço.
A respiração do rapaz ficou presa.
Então, Wyatt lhe deu um leve tapinha nas costas. “Laurie está esperando. Vá.”
Ele sabia que, se demorassem muito, Owen poderia não sobreviver, e isso assombraria Yunice.
“Certo, muito obrigada!”
Ela assentiu e foi para o laboratório.
Dentro da Wellinges Pharma, Laurie a examinou através do traje de proteção, com alívio evidente. “Você provavelmente já passou do período de incubação, então poderá evitar a infecção.”
Yunice sempre foi meticulosa com sua proteção.
Se fosse para alguém sobreviver, faria sentido que fosse ela.
Laurie a conduziu pelos corredores do centro de pesquisa, passando pelas máquinas, pelas paredes brancas e pelo terror silencioso e zumbidor.
Então, as duas pararam em uma sala. Lá dentro, uma única paciente jazia isolada.
Era Elsie.
Tubos atravessavam seus membros, monitores apitavam constantemente enquanto a mesma permanecia inconsciente em uma cama sob rigorosa observação.
Não havia mais dignidade em seu estado. Mas aquilo não foi causado pela crueldade do laboratório. Era apenas a consequência do que a doença fazia.
Se Owen não tivesse trocado de lugar com ela, a mesma não teria durado tanto tempo no Hospital Saunders.
Yunice permaneceu perto do vidro, impassível. Então, de repente, ergueu o celular e tirou várias fotos.
Confusa, Laurie perguntou: “O que você está fazendo?”
“Gatilhos psicológicos podem ativar o instinto de sobrevivência de um paciente”, ela respondeu calmamente.
Se Owen visse Elsie daquele jeito, quais eram as chances de ele encontrar a vontade de viver?
De lá, Laurie a levou para outra sala e lhe entregou uma caixa lacrada.
“Já testamos esse antígeno na Elsie. Funciona, mas é neurotóxico. Ataca o sistema nervoso.”
“E quais são os efeitos colaterais que isso causará?”, Yunice perguntou, franzindo a testa.
A mulher balançou a cabeça. “Ainda não tivemos tempo suficiente para avaliar. Os sintomas não apareceram completamente. Não posso garantir o que fará a longo prazo, nem se o dano será reversível. Por enquanto, teremos que aguardar para ter alguma certeza.”
Yunice pegou a caixa sem pensar duas vezes.
“Bom, não importa. Vamos salvá-los agora. Todo o resto pode esperar.”
Ao se virar para ir embora, Laurie a chamou. “Você precisa ter cuidado. Pulamos o procedimento padrão. Se os dois sobreviverem… podem se voltar contra você.”
Yunice zombou. “Se voltar contra mim? Com quais provas? Quem poderá afirmar que a Elsie já esteve na Wellinges Pharma?”
Owen poderia sequer admitir seu próprio papel em tudo isso?

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