Às 22h00, o caos no Hospital Saunders finalmente deu lugar a um novo acontecimento.
O jantar foi entregue. Era a única janela para qualquer tipo de contato com o mundo exterior.
Não que isso importasse — ninguém sabia de nada sobre o que estava acontecendo lá fora. Nenhuma resposta foi encontrada.
Yunice e Owen pegaram as suas bandejas e estavam prestes a retornar quando um dos médicos parou Yunice e lhe entregou um rádio. Desta vez, não houve confusão. O dispositivo foi entregue diretamente para ela, sem erro.
Yunice entendeu imediatamente: isso tinha que ser de Wyatt.
Owen também percebeu. Então, no momento em que a porta foi trancada novamente pelo lado de fora, ele estendeu a mão para ela, tentando olhar o dispositivo mais de perto.
Mas Yunice se virou e apontou um injetor de anestésico diretamente para ele.
“Que diabos você está fazendo?”
“Você está tentando tirar isso de mim?”, ela disparou.
Owen franziu a testa. “Só quero perguntar sobre Elsie. Você precisa ser tão egoísta?”
“Vaza!”
Mesmo assim, Owen a seguiu, passo a passo. Ele sabia que Wyatt tentaria contatá-la. Aquele rádio bidirecional era agora a única ligação deles com o exterior. Ele precisava saber como Elsie estava... E a sua mãe também — ainda no exterior, sem saber de nada disso.
De volta à mesa, Yunice ligou o aparelho. Ouviu-se um zumbido estático, seguido de silêncio. Então a voz de Wyatt surgiu, fria e direta. “Fale.”
“É a Yunice.”
Ele não respondeu imediatamente. “Quem está com você?”
Yunice olhou para Owen, com a voz inexpressiva. “Owen.”
O tom de Wyatt ficou mais grave, carregado de ameaça. “Deixe-o atender.”

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