Era também o dia do casamento de Taylor. Mas pelo tom sombrio dela, estava claro que as coisas não iam bem.
“Posso ir até aí”, respondeu Yunice.
A voz de Taylor se animou.
“Me manda sua localização. Vou pedir pro Alan te buscar.”
Meia hora depois, Yunice saiu do carro, toda coberta.
Ela conhecia a mansão dos Powell melhor que o próprio Alan, mas de propósito pegou um caminho errado e deu uma volta pela residência de Paul, a Mansão Maplecrest.
O homem só percebeu que a moça tinha sumido quando olhou pra trás. Teve que voltar pra encontrá-la.
Yunice apareceu saindo de trás da mansão.
“Esse lugar é enorme. Devo ter me perdido por um segundo.”
Dessa vez, Alan foi na frente com cuidado, olhando pra trás a cada poucos passos. Ele os guiou por um corredor sinuoso à beira do lago antes de parar em frente a um pátio isolado.
Yunice olhou pra cima. Era a residência de Jensen.
Momentos depois, Taylor apareceu e fez sinal para falar com ela em particular.
Ela disse: “O paciente que vou te mostrar... por favor, não faça muitas perguntas.”
Yunice perguntou: “Quais são os sintomas?”
Taylor pareceu constrangida.
“Perda de controle da bexiga e do intestino, tremores constantes na cama e murmúrios sem sentido.”
“Parece que ele tá apavorado”, disse Yunice com um leve sorriso.
Taylor não respondeu, mas seu silêncio foi confirmação suficiente.
Não era à toa que a família Powell não queria mandar Jensen pro hospital ou revelar sua condição. Eles tinham medo que o escândalo se espalhasse.
Depois de lidar com eles por mais de dez anos, Yunice sabia exatamente como funcionava o orgulho deles.
No momento em que entrou no quarto, foi atingida por um cheiro forte de urina e fezes que vinha de trás da cortina.
Os guardas dentro do quarto pareciam ter perdido a vontade de viver.
Yunice não pôde ver o rosto de Jensen. Só permitiram que ela checasse o pulso dele.
Depois de um momento, retirou a mão.
“Reação aguda ao estresse. Tensão muscular e desconforto gástrico.”
Ela escreveu uma receita.
Taylor nem olhou antes de passar o papel pro Alan buscar os remédios.
Nesse momento, o som de uma bengala ecoou pelo corredor. Jackson entrou e pegou a receita casualmente.
Enquanto lia, seu rosto escureceu.
“Urina de criança?”
Era a única palavra que reconheceu na lista de ingredientes.
Yunice respondeu calmamente: “O paciente tá com sinais de convulsões. Usar urina quente como base, cerca de meio quilo, pode acordá-lo na hora. Senão, se continuar tremendo assim, pode virar epilepsia de vez.”

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