Era capim-da-bahia.
Morgan desviou o olhar de Wyatt e virou-se para a porta. “Olha aí, a psicopatazinha chegou, deixa ela mesma explicar!”
Yunice já tinha visto o anel de capim assim que entrou. Tinha pensado em sair, mas ir embora agora pareceria fuga.
Ela entrou com postura educada e serena, cumprimentando primeiro a Madame Mary.
Depois estendeu a mão e pegou o anel da mão de Morgan. Ao examiná-lo, disse: “Eu fazia esses anéis por diversão quando era criança. Nem lembro onde joguei esse, obrigada por ter achado.”
Morgan bufou. “Ainda fingindo? Quatro anos atrás, naquela festa no iate, você pulou no mar só pra pegar esse anel de capim. Um monte de gente viu.”
Enquanto falava, lançou um olhar direto para Wyatt.
O rosto dele estava impassível; justamente por isso ficou claro que ele se importava.
“O capim-da-bahia também simboliza o amor. Era frágil, mas não se rompeu isso mostra o quanto você valorizava.”
Morgan continuou forçando a barra. “E aí, qual é? Não consegue largar o anel ou não consegue largar…”
Ele nem terminou a frase, Yunice girou o pulso e jogou o anel direto no lixo.
Todos olharam. Por um instante, e ninguém disse nada.
Morgan cerrou o maxilar, irritado e sem querer ceder. “Aposto que você lembra daquela festa de uma semana no iate, né? Você e o Paul ficaram trancados num quarto por uma semana inteirinha...”
“Já chega.”
Quem interrompeu foi Mary.
Depois disso, Morgan finalmente se conteve um pouco.
Mary girou sua cadeira de rodas e saiu da sala de jantar. “Wyatt, venha comigo.”
Ele se levantou, e Morgan ergueu as sobrancelhas, triunfante.
Depois lançou um olhar desafiador para Yunice.
Ela esperou até que eles se afastassem, então pegou calmamente a tigela de sopa da mesa e despejou tudo na cabeça de Morgan.
Ele ficou em choque. O caldo gorduroso escorria pelo rosto, seu semblante ficou de um vermelho profundo.
Levantou-se num pulo, tremendo de raiva. Elianna apenas ficou parada, sem reação.
Yunice largou a tigela de volta na mesa e disse: “Idi*ta. Se encostar um dedo em mim, e daí? Acha que o Wyatt não vai saber? Acha que o que você sabe, ele não sabe? Você está aqui se esfregando feito um palhaço pra quê?”
Morgan cerrou tanto os dentes que parecia que ia quebrar o maxilar, seus olhos ardiam de fúria.
Elianna até achou razoável o que Yunice disse. Ela estendeu a mão para conter o jovem, tentando acalmá-lo. Se ele perdesse a cabeça e Wyatt se envolvesse, ela acabaria entrando no meio também.
Morgan a empurrou. Pegou alguns guardanapos e limpou o rosto com brutalidade, depois saiu em direção à varanda.

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