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A Filha Invisível romance Capítulo 120

A toalha cobrindo sua boca e nariz estava impregnada com alguma droga. Mesmo morder a ponta da língua não foi suficiente para combater a sonolência…

A visão dela embaçou. Seu corpo inteiro parecia mole. Seus olhos mal conseguiam ficar abertos, apenas uma fresta estreita por onde via sombras borradas se movendo. Ela apagava e voltava enquanto pessoas a levantavam e a moviam de um lugar para outro.

Eventualmente, o movimento parou. Ela parecia estar deitada num sofá em algum tipo de quarto. Então, várias pessoas entraram, a ergueram e começaram a trocar suas roupas.

“Por que tem sangue nas mãos dela? Espera, tem uma agulha cravada no dedo!”

As pupilas dela se moveram levemente sob as pálpebras pesadas. Ela conseguia ouvi-los falando, mas as vozes pareciam distantes, suaves e distorcidas, como sinos de um templo.

Outra pessoa interveio: “Deixa para lá, vamos só trocar a roupa dela. Esse é nosso único trabalho aqui.”

“Você ajuda a trocar, eu tiro a agulha. Dez dedos, um coração. Isso deve doer para caramba.”

Elas a moveram de novo, tirando suas roupas. Uma mão foi levantada, depois beliscada. Uma dor aguda atravessou a ponta do dedo e foi direto para o cérebro.

Ela gemeu, e a névoa em sua mente começou a clarear.

Ela cravou a agulha em si mesma enquanto mal estava consciente, bem no centro da ponta do dedo. Era conhecido por tirar pessoas de desmaios como nada.

Ela não ousou abrir os olhos, apenas fingiu ainda estar desmaiada. Uma empregada a vestia. A outra enfaixava seu dedo.

“Por que temos que vesti-la assim?”

“Não dá para perceber? Ela está sendo dada de presente. Algum homem vai entrar aqui logo.”

Elas trabalharam rápido. Quando terminaram, uma delas disse: “Leva todas as roupas desse quarto. Não tem câmeras lá fora, se ela fugir, nunca vamos encontrá-la.”

O som de tecido sendo mexido veio em seguida. Ela entreabriu os olhos, vendo de relance as duas empregadas saindo apressadas, com os braços cheios de roupas.

Ficou completamente imóvel, escutando qualquer movimento do lado de fora. Só quando teve certeza de que o quarto estava vazio, rolou do sofá.

A droga ainda permanecia, seus membros não tinham força. No momento em que rolou, caiu no chão com um baque alto.

Em pânico, se encolheu ao lado do sofá, prendendo a respiração para ouvir passos se aproximando.

Ninguém veio.

Ela reuniu forças e cambaleou até a porta, segurando a maçaneta. Lentamente, entreabriu-a o suficiente para espiar.

Não havia nada, o corredor estava completamente silencioso.

Olhou para as roupas que haviam colocado nela, quase nada. Uma peça branca e fofa que mal a cobria. Não posso sair assim.

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