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A Extraordinária Noiva da Família Wyndham romance Capítulo 141

Gabriel levantou-se da cama rapidamente, seus músculos ondulando sob a pele enquanto ele balançava as pernas para a borda. Sem um momento de hesitação, inclinou-se e tomou Isla em seus braços, ninando seu corpo nu contra o peito como se ela fosse o tesouro mais precioso do mundo.

Ela soltou uma risadinha encantada, um som leve e alegre que ecoou suavemente no quarto silencioso enquanto ela saboreava o calor residual da recente entrega amorosa. Seus braços envolveram o pescoço dele, os dedos entrelaçando-se no cabelo úmido da nuca, enquanto seus olhos azul-elétrico encontravam os verdes penetrantes dele, sustentando um olhar cheio de afeto e uma centelha lúdica.

— Se você continuar me olhando assim — ele provocou, sua voz era um estrondo baixo carregado de aviso e desejo —, pode ser que suas amigas não te vejam mais hoje. — Seus lábios se curvaram em um sorriso malicioso, mas o fogo em seus olhos prometia mais momentos roubados.

Mas os pensamentos de Isla flutuaram subitamente, afastando-a daquela intimidade brincalhona. Pensamentos de perguntas sem resposta nublaram sua mente e preocupações sobre o passado que ainda pairava entre eles ressurgiram.

Gabriel a carregou sem esforço para o banheiro adjacente. Ele a colocou gentilmente sobre a superfície lisa da bancada, a pele nua dela pressionando a pedra fria, enviando um calafrio por sua espinha.

— Fique parada. — Ele instruiu suavemente, seu tom afetuoso porém firme, trazendo-a de volta ao presente.

— Vou encher a banheira.

Enquanto ele se virava para cuidar da água, a mente de Isla vagou mais uma vez. Ela ainda não o havia pressionado sobre detalhes cruciais. Quais passos ele tomara contra Anna, a mulher que lhes causara tanta dor? E após as revelações chocantes sobre seu verdadeiro nascimento e o de seus irmãos, como ele se recuperara tão rápido? Poderia a conexão apaixonada deles realmente apagar feridas tão profundas?

As respostas lhe escapavam, então ela deu voz aos seus pensamentos, os olhos traçando as linhas esculpidas do corpo dele enquanto ele se ajoelhava junto à banheira enorme.

A água jorrava da torneira, o vapor subindo conforme ele adicionava uma porção generosa de sais de banho relaxantes e gel de banho perfumado; os aromas de lavanda e eucalipto preenchiam o ar com um magnetismo calmante. Seus ombros largos flexionavam-se, os músculos das costas movendo-se como mármore esculpido sob a pele, atraindo o olhar dela inexoravelmente.

— Você não disse nada sobre a Anna. — Disse ela, a voz hesitante, interrompendo o barulho rítmico da água.

Ele parou no meio do movimento, o fluxo cessando abruptamente. Colocando-se de pé, ele se voltou para encará-la. e,naquele instante, ela captou o lampejo de tristeza em seus olhos verdes, uma vulnerabilidade crua que fez seu coração doer. O arrependimento a dominou por remexer naquela dor.

Ele venceu a distância em dois passos, as mãos pousando nos quadris dela, os polegares traçando círculos suavizantes sobre sua pele. Seu olhar fixou-se no dela, intenso e inabalável.

— Confie em mim, Isla. — Disse ele, a voz firme, mas com um toque de determinação.

— Mesmo que aquela mulher ainda fosse minha mãe biológica, não haveria como eu poupá-la. Ela matou nosso filho que ainda não havia nascido, não por acidente, mas com intenção fria. Confie em mim, ela está exatamente onde merece estar.

Isla assentiu lentamente, o alívio misturando-se à tristeza em seu peito, os dedos apertando levemente os pulsos dele em busca de segurança.

— E como você se sente depois de saber a verdade sobre tudo? — Ela pressionou gentilmente, precisando entender a tempestade que rugia sob aquele exterior calmo.

Um sorriso suave surgiu em seus lábios, suavizando as linhas de seu rosto.

— Venha comigo se você realmente quer saber. — Respondeu ele, o tom convidativo. Ele a levantou da bancada, os pés dela tocando os azulejos frios enquanto ele a estabilizava.

Juntos, entraram na banheira funda, a água morna envolvendo suas pernas enquanto afundavam. Desta vez, ficaram de frente um para o outro, os joelhos se roçando nas profundezas fumegantes, a superfície ondulando suavemente ao redor deles.

— No começo, me senti vazio — confessou ele, a voz baixa e introspectiva, a água batendo suavemente contra a porcelana enquanto ele se movia.

— Depois de saber que tudo o que acreditei ser verdade a vida inteira era mentira… isso me esvaziou. Mas depois de voltar para casa para você…

Ele fez uma pausa.

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