Anna Wyndham estava sentada graciosamente na sala de visitas, bebericando seu chá enquanto conversava com Wyatt e Sia.
Sia confrontara ela e Wyatt por não terem visitado Isla no hospital. Ela estava furiosa com ambos. Mas, como sempre, Anna tinha sua própria maneira de agir; uma forma de fazê-los acreditar que tudo o que ela fazia era pelo melhor interesse da família.
— Vocês dois precisam entender que tudo o que eu faço é por esta família. — Disse ela.
— Se eu não controlar as coisas, esta casa vai desmoronar. Gabriel já está falhando comigo e com esta família. Era hora de eu intervir. — Explicou ela.
Wyatt assentiu. Ele apoiava totalmente sua mãe, enquanto Sia apenas sorriu debilmente. A tensão no ar era grande, todos vinham pisando em ovos ao redor de Anna desde que as notícias sobre Isla se espalharam.
De repente, a porta pesada se abriu. Stephen, o mordomo, entrou silenciosamente. Seu rosto estava sombrio.
— Senhora, eu... —
Ele não teve a chance de terminar.
Stone entrou logo atrás, sua figura alta chamou a atenção de todos na mesma hora.
— Obrigado, Stephen. Eu assumo daqui. — Seu tom era seco e gélido.
Anna franziu o cenho imediatamente.
— Como ousa entrar aqui interrompendo minha privacidade? — disparou ela.
— O que você quer? Gabriel te enviou de novo para...?
— Basta. — Stone a interrompeu com firmeza. Sua voz ecoou pela sala, silenciando até mesmo Wyatt.
Ele voltou-se para a porta aberta.
— Por favor, entrem e façam o seu trabalho.
Dois homens à paisana entraram. Eles moviam-se com propósito. E ambos estavam armados.
Wyatt franziu as sobrancelhas.
— O que está acontecendo aqui?
A voz de Stone era calma, porém afiada.
— Lá está ela. Por favor, prendam-na. — Ele apontou diretamente para Anna.
Anna piscou, sua xícara de chá caindo de sua mão e estraçalhando-se no chão.
— O quê? — Ofegou ela.
— Você não pode estar falando sério.
— Você não pode simplesmente entrar aqui e prender minha mãe! — Wyatt esbravejou, dando um passo à frente.
— Quem enviou vocês? O que ela fez?
Um dos oficiais aproximou-se. Sua voz era profissional e desprovida de emoção.
— Senhora Anna Wyndham, a senhora está presa por tentativa de homicídio e por causar o aborto da senhora Isla Wyndham.
Os olhos de Anna arregalaram-se em descrença.
— Sugiro que não diga nada — continuou o oficial —, pois tudo o que disser pode e será usado como prova contra a senhora no tribunal.
Anna levantou-se de um salto, a voz tremendo de raiva.
— Não! Eu não fiz nada! Vocês não podem me levar sem provas!
Stone cruzou os braços, indiferente.
— Nós temos provas, senhora Wyndham. E sugiro que pare de tornar isso mais difícil para si mesma.
O rosto dela contorceu-se em fúria.
— Quem autorizou esta prisão? Foi aquela bruxa, não foi? — Sibilou ela.
— O próprio senhor Gabriel Wyndham. — Respondeu Stone calmamente.
— Foi ele quem abriu o processo.
Anna cambaleou um passo para trás.
— O quê? Não! Gabriel jamais...
Seu protesto foi interrompido quando um dos oficiais a segurou pelo braço e as algemas estalaram em seus pulsos.
Wyatt avançou com raiva, mas Stone o bloqueou sem esforço.
— Não se atreva. — Alertou.
Sia arquejou, levando a mão à boca. Ela ficou paralisada, observando a mulher que um dia admirara ser arrastada para fora da sala algemada.

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