Carros pretos e elegantes deslizavam pela longa entrada de carros, seus motores zumbindo suavemente sob a luz do entardecer. O comboio reduziu a velocidade ao chegar à imponente porte-cochère da residência de Gabriel e Isla. Um após o outro, os veículos estacionaram ordenadamente, suas portas abrindo-se em sincronia perfeita.
Stone desceu e abriu a porta traseira. Gabriel saiu e virou-se imediatamente para ajudar Isla a descer. Sua mão permaneceu firmemente entrelaçada à dela, um gesto silencioso de proteção.
Sem esperar pelos outros, Gabriel guiou sua esposa em direção à entrada. As portas de mármore do foyer abriram-se amplamente, revelando Madalena e a equipe de funcionários da casa já à espera.
— Bem-vindos ao lar, senhor e senhora Wyndham. — Saudaram eles, curvando-se levemente em uníssono.
Isla esboçou um sorriso fraco, mas seu coração ainda pesava como chumbo.
Atrás deles, Diana e Charles desceram de seu carro, seguidos por Betty e Maya. Do carro de John vieram Sofie e Betsy. Landon chegou com Sia e Mia; todos vestiam-se com modéstia, mas traziam a tristeza estampada em seus semblantes.
Todos estavam lá. Todos, exceto Anna e Wyatt.
Entraram juntos na mansão, e embora o luto pairasse no ar, a beleza da casa ainda atraía os olhares. Deveria ter sido um dia de alegria, um dia para celebrar o novo lar com risadas e champanhe. Mas o destino o transformara em algo diferente: um dia pesado.
Madalena conduziu todos à grande sala de visitas. Era um espaço grande e elegante, grande o suficiente para acomodar confortavelmente duas dúzias de convidados. O perfume de madeira polida e rosas frescas preenchia o ambiente. Cadeiras com detalhes em ouro circundavam a sala, e refrescos já haviam sido preparados. Todos os convidados foram servidos.
Mas Gabriel e Isla não ficaram. Pediram licença em silêncio e subiram para a suíte particular do casal.
Dentro do quarto, Gabriel virou-se para ela e guiou-a gentilmente em direção à cama.
— Sente-se um pouco. — Murmurou ele, beijando o topo da cabeça dela com doçura.
— Vou encher a banheira para que você possa se banhar.
Ele desapareceu no banheiro adjacente, e o som suave da água correndo preencheu o ar momentos depois.
Isla permaneceu sentada por um breve instante, então levantou-se e caminhou até o closet. Seus passos eram lentos, porém decididos. Ela abriu uma gaveta e colocou o telefone cuidadosamente lá dentro. Aquele aparelho era sua salvação agora, a única prova que lhe restava para revelar a verdade. Ela não estava pronta para perdê-lo, não antes de fazer um backup da gravação.
Assim que o objeto foi guardado em segurança, ela caminhou em direção ao banheiro.
O aroma de sabonete morno flutuava do vapor da banheira. Gabriel já estava ajoelhado ao lado dela, testando a temperatura da água com a mão. Ele virou-se ao ouvir o som dos passos dela.
Sem dizer uma palavra, Isla começou a se despir. Começou pela blusa, seguida pela saia e suas peças íntimas delicadas. Uma após a outra, as roupas caíram silenciosamente sobre o piso de mármore. Seu corpo tremia de leve, mas não era de frio.
Gabriel levantou-se e foi até ela, seu olhar demorando-se em sua silhueta, não com desejo, mas com uma ternura dolorosa. Ele alcançou o fecho do sutiã e ajudou-a a retirá-lo. Seus dedos roçaram a pele nua, cuidadosos e gentis, como se ela pudesse se quebrar se ele não fosse delicado o suficiente.
Isla não resistiu. Não se afastou. Deixou que ele a ajudasse, porque mesmo em sua dor, ela precisava dele. E sabia que ele também estava sofrendo. Talvez até mais do que demonstrava.
Quando ela finalmente estava nua, Gabriel respirou fundo e de forma estável. Seus olhos traçaram a curva suave de seu corpo e o leve contorno de seus seios.
Ele exalou bruscamente e piscou para afastar os pensamentos.
— Venha. — Disse ele baixinho, com a voz profunda e calma.
Sua mão deslizou pelas costas dela, enquanto a outra buscava a mão de Isla.
— Entre devagar. — Sussurrou ele.

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