Gabriel ajudou-a a se levantar, seus movimentos eram gentis, mas acompanhados de palavras mansas. Ele colocou as mechas soltas de cabelo atrás das orelhas dela, deixando os dedos descansarem brevemente em sua pele antes de emoldurar o rosto dela com as mãos.
— Farei tudo o que estiver ao meu alcance para te manter segura. — Disse ele suavemente, com o olhar fixo no dela.
— Longe do perigo, longe da dor. E vou garantir que você receba o respeito que merece.
O polegar dele roçou a bochecha dela.
— Você é minha, Isla. E eu não brinco com nada que me pertence.
Ele se inclinou, pressionando os lábios contra os dela. O beijo foi terno, mais como um voto do que apenas um toque. Quando ele se afastou, sua mão escorregou para a dela.
— Venha. — Disse ele baixinho, com um pequeno sorriso surgindo nos cantos da boca.
— Há algo que quero te mostrar. Você ainda não viu o nosso quarto. Ainda há muito para você conhecer por aqui.
Ele não esperou que ela respondesse. Sua mão segurou a dela enquanto saíam da sala de jantar, caminhando lado a lado pelo amplo corredor de mármore. Isla o seguiu sem questionar, com o coração transbordando de alegria.
Cada empregada que passava se curvava respeitosamente, com as cabeças baixas em sinal de reconhecimento silencioso. Isla oferecia sorrisos discretos em retribuição. Ela não estava acostumada com tanta formalidade. Parecia estranho, quase grandioso demais. Mas prometeu a si mesma que, assim que se acomodasse, mudaria isso.
Aquele era o seu lar agora, seu primeiro dia ali, e ela já se sentia ao mesmo tempo impressionada e grata. Apenas alguns dias atrás, tudo parecia incerto e caótico. Mas agora… era como se ela finalmente pudesse respirar.
Ela decidiu que se permitiria ser feliz. Pela primeira vez, pararia de resistir. Contaria a Gabriel sobre sua empresa. Ele merecia essa honestidade.
Quando entraram no elevador privativo, Gabriel apertou o botão do último andar e virou-se para ela enquanto as portas se fechavam. Um sorriso curvou seus lábios antes mesmo que ela percebesse o que ele estava prestes a fazer.
Ele a beijou novamente. Desta vez, foi lento, profundo e sem pressa.
Parecia o início de algo novo, como se ambos estivessem aprendendo a se conhecer tudo de novo.
Isla sorriu durante o beijo. Ela amava esta versão de seu marido. Ele parecia mais caloroso, mais suave e fácil de conviver. Ele não era mais apenas o CEO perspicaz e sério. Ele era dela e parecia orgulhosamente apaixonado e sem medo de demonstrar.
O elevador tocou, interrompendo-os, e as portas se abriram. Ambos riram baixinho, como dois adolescentes pegos em um doce segredo.
Gabriel a conduziu para fora, ainda segurando sua mão.
— Este andar é só para nós. — Disse ele com um toque de orgulho.
— Você, eu e nossos futuros filhos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Extraordinária Noiva da Família Wyndham