— Por favor, não chore agora. — Disse Gabriel suavemente, limpando uma lágrima no canto do olho dela.
— Você vai estragar a diversão.
Isla soltou uma risadinha, a voz tremendo entre o riso e a incredulidade.
— Gabriel… — Ela chamou novamente, desta vez mais alto, o tom carregado de emoção.
Nesse momento, o carro diminuiu a velocidade e parou suavemente. Isla voltou o olhar para a frente e seu corpo inteiro paralisou.
Sua boca se abriu.
— Não. — Sussurrou ela.
— Isso… Isso não pode ser real.
Bem diante deles, havia uma visão de tirar o fôlego. Era uma fonte de água circular e maciça que parecia quase viva, caindo em cascata como uma cachoeira em miniatura. A luz do sol atravessava a superfície ondulante, lançando reflexos dourados pela entrada de mármore.
Além da fonte, avistava-se uma mansão de três pavimentos, imponente e graciosa, daquelas que mais parecem ter sido arrancadas das páginas de um conto de fadas.
O motorista de Gabriel, Stone, saiu e abriu a porta. Isla, impaciente demais para esperar, passou por cima do colo de Gabriel para sair primeiro. O movimento repentino pegou Stone completamente de surpresa. Seus olhos se arregalaram por um segundo, mas um olhar afiado de Gabriel o fez desviar o rosto imediatamente, fingindo não notar.
Isla, alheia ao breve momento constrangedor, caminhou direto para a fonte. Seu coração disparou enquanto ela absorvia tudo, o som da água fluindo e a beleza da mansão.
Ela se virou e viu Gabriel caminhando em sua direção, com as mãos casualmente enfiadas nos bolsos e aquele meio sorriso familiar curvando seus lábios.
— Você gostou? — Perguntou ele baixinho.
— Você está louco? — Isla arfou
— Eu amei! Esta é… esta é a casa dos meus sonhos!
Sua voz subiu de tom com a excitação enquanto ela corria de volta para ele, jogando os braços ao redor de seu corpo. Ela pressionou a bochecha contra o peito dele, com o riso borbulhando.
— Isso é lindo demais. Obrigada por esta surpresa, Gabriel. Eu não esperava algo assim.
Quando ela levantou o rosto novamente, lágrimas brilhavam em seus olhos. Ela envolveu o pescoço dele com os braços e o beijou suavemente nos lábios. Foi um beijo terno, sincero. O tipo de beijo que dizia todas as coisas que as palavras não conseguiam.
— Eu te amo. — Sussurrou ela contra a boca dele.
Por um instante, Gabriel apenas a encarou. A confissão dela o atingiu mais forte do que ele esperava, e seus olhos escureceram de emoção. Mas, ao notar vários empregados da casa reunidos a poucos metros atrás dela, observando em silêncio, ele forçou-se a recuar, embora sua mão permanecesse firme em torno de sua cintura.
— Primeiro — disse ele com uma risada suave —, deixe-me apresentar todos a você antes de lhe mostrar o lugar.
Isla piscou e se virou, então ofegou.
Uma pequena multidão de homens e mulheres estava parada em uma linha organizada, sorrindo educadamente. Eles deviam estar esperando pela chegada do casal. Havia jardineiros, empregadas, cozinheiros, pessoal de segurança, cerca de doze no total.
Um por um, Gabriel apresentou a todos, mencionando cada nome e função, e Isla os cumprimentou calorosamente, ainda deslumbrada com toda a cena.
Nesse momento, a porta da frente da mansão se abriu e alguém familiar saiu.
— Mag? — Falou enquanto os olhos se arregalavam em choque.


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