— Chris, cancele todas as minhas reuniões até segunda ordem. — Instruiu Gabriel ao telefone, com o tom calmo, porém firme.
— Outra coisa — acrescentou ele, fazendo uma breve pausa enquanto se voltava para a janela —, estarei fora por um período. Uma semana, talvez. Apenas cuide das coisas por aí. É só isso por enquanto, tchau.
Ele encerrou a chamada e soltou um suspiro suave, observando a cidade abaixo.
Faziam três dias desde que ele começou a cuidar de Isla. Embora ela ainda sofresse com crises de enjoo matinal, estava claramente melhorando. Talvez fosse porque ele nunca saía do seu lado, ou talvez porque ele garantia que ela se alimentasse adequadamente.
Qualquer que fosse o motivo, ela não parecia mais pálida ou fraca. Estava radiante agora, com a pele viçosa e o rosto mais iluminado. Ela parecia mais viva.
Hoje era um dia especial. Ele havia prometido que finalmente se mudariam para a casa nova. Apesar de suas ocasionais mudanças de humor e da atitude silenciosa em relação a ele, Isla estava animada de verdade.
Seu coração batia forte de alegria. Gabriel já havia lhe comprado carros de luxo, joias e roupas antes, mas isso, isso era diferente. Um novo lar. O espaço deles. Não era apenas um presente; parecia uma bênção de Deus. Com a gravidez e este novo começo, ela sentia uma profunda sensação de paz e gratidão que as palavras não podiam descrever.
Gabriel poderia não enxergar sob a perspectiva dela, mas, para Isla, aquele lar significava muito mais do que ele jamais poderia imaginar.
Ela saiu do closet, estava deslumbrante sem ao menos fazer o menor esforço. Usava shorts brancos e um suéter roxo folgado que mal escondia suas curvas suaves. Seus tênis brancos brilhavam e óculos de sol escuros emolduravam seu rosto. Seu longo cabelo loiro caía pelas costas como seda, brilhando sob as luzes do quarto.
Gabriel virou-se da janela ao ouvir os passos dela. Seus olhos escureceram instantaneamente ao olhá-la. Como ela conseguia ficar ainda mais bonita agora que estava grávida? Sua mandíbula se contraiu e seu peito subiu pesadamente com o desejo.
Ele a queria. Ali mesmo, agora mesmo.
Ele poderia tê-la, não havia nada que o impedisse. O médico apenas o aconselhara a ser gentil com ela, e ele era capaz disso. Mas ele sabia que precisava esperar.
Três dias sem tocá-la o deixaram quase louco, mas ele conseguiu de alguma forma manter o auto-controle. Ainda assim, cada olhar, cada sorriso dela o empurrava para mais perto do limite.

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