Gabriel saiu do banheiro e se vestiu para o trabalho. Era sexta-feira de manhã, e embora tivesse uma reunião mais tarde naquele dia, decidiu chegar atrasado ao escritório. Queria ter certeza de que Isla estava bem antes de sair de casa. Depois do que havia acontecido na noite anterior, ele não conseguia afastar a sensação de que ela ainda estava zangada com ele.
Pensou em preparar o café da manhã para ela.
Ele sabia cozinhar? Claro que não. Mas ainda assim queria tentar. Talvez fritar alguns ovos, fazer café ou pelo menos torrar pão. Qualquer coisa para fazê-la sorrir novamente.
Ele abriu a porta do quarto econgelou.
Seu coração quase parou. Ali, no frio piso de mármore do corredor, estava Isla: imóvel, pálida e fraca.
— Isla? — Sua voz tremeu ao sair de seus lábios. Soou como uma pergunta. Uma pergunta desesperada.
Em um instante, ele caiu de joelhos. O coração batia dolorosamente em seu peito enquanto levantava a cabeça dela e a apoiava em seu colo. A pele dela estava fria ao toque, o rosto tão pálido que o deixou inquieto.
— Isla! Por favor, abra os olhos. — Implorou, com o pânico evidente na voz. A garganta se apertou enquanto o medo o dominava.
Os lábios dela se moveram quase imperceptivelmente.
— Gabriel… por favor… chame o médico…
A fraqueza da voz dela quase o quebrou por dentro. Mas ela falou algo, e aquilo já lhe deu esperança.
Sem perder mais tempo, Gabriel a pegou nos braços e a levou para o quarto dele. Deitou-a com cuidado na cama, afastando uma mecha de cabelo do rosto dela. Suas mãos tremiam quando pegou o celular na mesa de cabeceira e discou.
— Dr. Matt, sim, sou eu. Tenho uma emergência. Por favor, preciso que venha aqui agora. — Disse com a voz falhando.
Ele desligou e voltou-se para Isla, o peito apertado de preocupação. Segurou a mão dela entre as duas mãos, esfregando-a lentamente para aquecê-la.
— Amor, por favor, fique comigo. — Sussurrou.
— Não vai acontecer nada com você. Eu prometo que vou cuidar de você desta vez. Só não me deixe.
As pálpebras dela tremeram levemente, e seus dedos se moveram um pouco, apertando a mão dele.
Aquele pequeno gesto quase o fez chorar.
Quando o celular vibrou novamente, ele nem olhou o identificador de chamadas. Apenas atendeu.
— Sim?
— Já estou aqui, senhor Wyndham. — A voz calma do Dr. Matt ecoou através do telefone.
Gabriel nem esperou. Largou o telefone, beijou suavemente a testa de Isla e saiu apressado. Menos de um minuto depois, voltou com o Dr. Matt e Magdalene, que acabara de chegar para trabalhar.
O médico foi imediatamente examinar Isla. Verificou o pulso, a temperatura e os batimentos cardíacos.
Sua expressão ficou séria.
— Ela está muito fraca. — Disse finalmente, olhando para Gabriel. — É evidente que tem passado por muito estresse. Pode ser físico e emocional. No estado dela, ela não deveria estar passando por nenhum dos dois. Você precisa garantir que ela permaneça calma, feliz e bem descansada. Lembre-se: outra vida está crescendo dentro dela.
Gabriel ficou imóvel. Sua mente repetia as palavras do médico: outra vida. Como se estivesse percebendo aquilo pela primeira vez.
Antes que ele pudesse reagir, Magdalene soltou um pequeno suspiro de surpresa, os olhos arregalados de entusiasmo.
— Meu Deus! A senhora Wyndham está grávida?
O médico assentiu.
Magdalene cobriu a boca, sorrindo de alegria.
— Eu sabia que Deus abençoaria esta família um dia! — Disse, antes de correr para a cozinha preparar a sopa que o Dr. Matt havia pedido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Extraordinária Noiva da Família Wyndham