Fernando Vidal
A garota asiática que dançava para ele em cima da mesa, não passava dos quinze anos, essa era sua preferência. Ela rebolava vestida com uma roupa sensual preta, salto alto; uma indumentária preparada para ser igual a última vestimenta usada por sua esposinha. Por mais que a garota mexesse o corpo magro, não acabava com aquele tédio que ele sentia.
Ela não era a primeira putinha sem graça que foi levada até ele, na casa colonial afastada da propriedade principal. A terceira vadia desta noite, não tinha nada de diferente das outras.
Como essa piranha, todas as outras naquele mês e nos últimos anos, fracassaram miseravelmente em entrete-lo com sucesso.
Eram tão insignificantes que causavam náuseas assim que as penetrava. Mesmo que fossem intocadas, elas não eram dignas. Até mesmo os gritos pareciam fracos e sem o menor atrativo, fossem de prazer ou dor.
A falta daquela euforia experienciada com sua “esposa”, fez de Fernando um homem insatisfeito e impaciente.
Os jogos mensais na Mason também não eram o suficiente para sair daquele marasmo de mesmice.
O clube exclusivo da alta sociedade masculina que mantinha, possuía as acompanhantes de luxo mais belas dessa cidade. Inicialmente, eram recrutadas pelo seu melhor amigo e sócio, Carlos Flores. Um advogado ambicioso e visionário, que fez fortuna através de licitações milionárias com empresas de fachada.
Com o crescimento das influências da Maison, essas tarefas foram repassadas a uma mulher de sua confiança, uma antiga conhecida de sua família, e sua ex-governanta, Rita Teles.
Aquelas mulheres imundas, sem o menor pudor se jogavam em cima dos sócios titulares. Elas faziam qualquer coisa para se esfregar nos donos delas.
No entanto, o ápice de sua frustração era quando uma delas se sentia atraente o suficiente para tentar seduzi-lo de alguma forma. Vadias idiotas e ignorantes. Fazer o que, não tinha escolha a não ser puni-las por não fazerem suas obrigações corretamente.
Fernando se levantou de uma vez, ofereceu a mão para que ela descesse da mesa, com um sorriso cínico e frio louco para ver aquela luz de esperança de seus olhos se apagarem. Pegou a piranha pelos cabelos, o choro delas provocava uma ânsia por testar seus limites mais extremos, era a única vez que sentia alguma coisa em relação aquelas vadias repugnantes.
A garota implorava por misericórdia.
Essa puta, era uma recente aquisição, recém chegada ao país com a promessa de vida fácil e luxuosa, eram umas putas imundas, todas elas.
Ainda não queria se soltar com ela, haveria uma recepção no próximo fim de semana e seus sócios estavam ansiosos para conhecer as trigêmeas asiáticas.
Não seria agradável apresentar um saco de ossos quebrados e cheio de remendos, mesmo que depois da diversão, algumas delas acabassem exatamente dessa forma.
Não precisou de mais que um soco na cabeça para que a infeliz desmaiasse, esses vermes nojentos não eram capazes nem mesmo de deixar seu dono com tesão.
Com desgosto notou que o sangue dela havia respingado em seus sapatos de couro italiano. Caminhou lentamente ao redor dela, não quebrou nada aparentemente, chamou um dos seus seguranças para jogá-la no porão, junto com as outras duas irmãs que também foram inúteis na noite anterior.
O lenço branco imaculado se tornou carmesim quando limpou o punho sujo, seus passos eram firmes ao sair da casa colonial, bem afastada de sua casa.
Costumava usar esse lugar somente para essa finalidade; afinal nenhuma delas era digna de entrar nas acomodações principais, muito menos de adentrar o seu castelo impecável.
O lugar delas é no porão frio, sem água e comida, dessa forma logo vão entender o seu lugar. Se não se tornassem úteis, seriam vendidas em breve para um dos sócios que mantinham bordeis no norte.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Estagiária Gordinha do CEO