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A Estagiária Gordinha do CEO romance Capítulo 42

Ícaro

Amélia ficou calada ao seu lado durante todo o percurso. Ele a observou, seu perfil sério e tenso não era um bom sinal.

Depois da “brincadeira” na sala dela, Amélia evitava seus olhos quando se encontravam no corredor ou na sala de conferências. Ela rejeitou o convite para o almoço, sem nem mesmo se justificar.

Pelo menos, não foi vista almoçando com Ticiano, e isso já era o suficiente para ele.

Com um vestido soltinho, preto com estampa de girassois, ela permanecia de pernas cruzadas, aparentemente sem nenhuma lingerie por baixo. “Bom”, pensou.

- Onde estamos indo? – ela perguntou em um tom baixo.

O que havia de errado? Ela estava diferente, distante e incomodada.

- Para minha casa. – respondeu, estendendo a mão para a sua coxa parcialmente desnuda.

Sem nenhuma reação, ela permitiu o toque, mas não disse nenhuma palavra.

Ao chegarem ao condomínio, percebeu que ela observava tudo à sua volta. O apartamento de três andares ficava no final da quinta rua à esquerda. Icaro estacionou na garagem e a ajudou a descer.

De sapatilhas pretas, ela ficava bem menor ao lado dele. A estatura de ambos era bem diferentes.

Abraçou sua cintura, a conduzindo para a o hall de entrada do primeiro andar. Amélia olhou para o ambiente à sua volta. Talvez ela não gostasse do estilo minimalista, mas não disse nada.

- Por aqui. Vamos jantar. – a conduziu até a sala com uma grande mesa, decorada com detalhes em cinza claro, dourado e terracota.

Puxou a cadeira para ela e se sentou ao seu lado.

O chefe os cumprimentou e apresentou o menu da noite.

Uma empregada começou a servi-los e o silêncio prevaleceu. Amélia mal tocava na comida, mas bebia uma taça de vinho atrás da outra.

Ícaro dispensou os funcionários depois do último prato ser servido.

- Vamos lá. Diga o que está te incomodando.

- Estou aqui essa noite somente para resolvermos essa situação, Ícaro.

- De que situação está falando?

- Isso tem que parar. – ele levantou os olhos.

Raiva, constrangimento, tristeza, confusão. Tudo estampado em seu rosto bonito.

- Tem medo de que, Amélia?

Ícaro se levantou, e pegou a mão dela. Com um movimento rápido a levantou, a conduzindo para fora da sala de jantar.

- De nada. Eu só não quero ser pega transando com chefe em pleno expediente.

- A única pessoa que realmente nos viu, foi a esposa do Vitório, e ela nunca espalharia boatos.

A sala de estar iluminada por luzes suaves, possuía a atmosfera agradável que ele sempre gostou. As portas da sacada estavam abertas, e a brisa suave adentrava o ambiente.

Ícaro se sentou com a Amélia no sofá enorme de cor clara. Ela se afastou, cruzando os braços. Um claro sinal defensivo.

- Eu não quero ser o seu brinquedo. – os olhos expressivos dela encaravam os seus com determinação.

- Você está tentando me convencer? – ele perguntou se aproximando dela.

- Nos divertimos juntos, mas isso precisa acabar.

- Um caralho, que precisa.

Investindo contra ela, Ícaro a prendeu contra o estofado. Amélia tentou lutar para se levantar, mas ele prendeu suas mãos acima de sua cabeça.

- Não tente algo tão idiota novamente. Você é a minha garota, Amélia.

A boca dele cobriu a dela, decidido a puni-la pelo atrevimento de tentar se livrar dele. Amélia começou a gemer sob seu corpo, Ícaro desceu uma trilha de beijos até o busto farto dela.

Os mamilos estavam eretos, o tecido fino do vestido os evidenciaram ainda mais. Ele os sugou com vontade abrindo as pernas dela com os joelhos.

Amélia arfou de desejo, seu rosto corado e os olhos brilhantes pela paixão eram uma bela visão para ele.

- Entenda de uma vez que você não é um caso de uma noite. – ele esfregou o seu membro entre as pernas dela.

O vestido subiu, expondo as coxas grossas, a bunda redonda que o seduzia somente com o movimento do andar dela. E a virilha depilada, que levava ao paraíso de sua bucetinha apertada.

Amélia se moveu acompanhando o movimento da mão dele em sua entrada, pronta para ser penetrada.

- Tenho um presente. Quero que você use para mim. – ele esticou o braço, pegando uma caixa de veludo preto de dentro de uma das divisórias negras do closet.

Abriu a tampa, mostrando seu conteúdo para ela. Sentiu seu corpo estremecer, e beijou seu pescoço.

- É muito bonito. – disse olhando para a joia trabalhada na caixa.

- Vou por em você. Não deve tirá-la. – Ícaro pegou a primeira coleira de Amélia, uma peça única feita sob medida. De ouro desenhado em arabescos que formavam delicados elos, com pequenos diamantes rosa decorando suas cavidades.

- Parece muito caro para que eu use sempre. – ela disse, assim que ele fechou a joia e beijou sua nuca.

- Não deve tirar. Lembre-se sempre disso, pequena. – ele a pegou no colo, levando-a para a cama. – Confia em mim?

- Sim. – Amélia respondeu deitada de costas.

Só então viu que ele tinha algemas, e a prendeu nas argolas douradas do dossel.

- Você vai me obedecer? – perguntou, desenhando os lábios dela com o polegar. – Responda com “Sim, Mestre”

- Por que eu.. – Ícaro mordeu o bico de seu mamilo esquerdo, deixando a marca de seus dentes.

- Ahhhhhhh – ela gritou de dor, e desejo.

- Como deve responder, pequena?

- Si.. sim Mestre.

- Boa menina. – ele beijou suavemente o mamilo mordido, passando a língua pela marca de seus dentes. – Quando quiser parar, diga a palavra “estrela”. Entendeu?

Ícaro observou seu rosto, precisava ter certeza de que ela estava confortável e de que aceitava seus primeiros caminhos na dominação. Beijou o colo perfumado, cheiro de lilases em floração.

- Sim, Mestre. – ela respondeu, mordiscando o lábio daquele jeito erótico, que só ela sabia fazer.

Ícaro mergulhou naquele mar de desejo e liberdade que a dominação proporcionava. A cada grito, cada gemido de prazer de sua garota, mais ele queria se satisfazer e dar prazer a ela.

Amélia não sabia, mas se tornava uma excelente submissa.

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