Dr. Coutinho exclamou com irritação: "... Língua afiada!"
Manuela Silva não lhe deu atenção e continuou a examinar o pulso da Velha Senhora.
Pouco depois, ela retirou a mão.
"Talvez eu tenha um método, mas não tenho total certeza. Velha Senhora, a senhora estaria disposta a colaborar para que eu tente?"
Assim que essas palavras foram ditas, Joaquim Couto, que estava profundamente desapontado, ergueu a cabeça de repente, olhando para ela com surpresa e desconfiança. "Srta. Silva, o que disse? Você pode curar?!"
Manuela respondeu com cautela: "Tenho algumas ideias, mas não posso garantir. Se vai funcionar ou não, só saberemos tentando."
Dr. Coutinho ficou surpreso ao ouvir Manuela dizer que poderia tratar. Ao escutar as palavras seguintes, não conseguiu conter uma risada debochada, balançando a cabeça.
Disse diretamente a Joaquim: "Sr. Couto, pense bem antes de decidir. A Velha Senhora já tem idade avançada e a saúde debilitada. Será que aguenta tentativas imprudentes? Não caia na tentação de arriscar a saúde dela por esperança vã!"
Ao escutar isso, Joaquim ficou imediatamente hesitante.
Perguntou a Manuela: "Gostaria de saber qual é exatamente o seu método, Srta. Silva?"
Manuela explicou: "Vou preparar um remédio com minha própria fórmula e administrá-lo à Velha Senhora. Depois, farei uma massagem específica."
Ao saber que seria necessário tomar um remédio, Joaquim ficou ainda mais indeciso.
Até agora, Manuela era a única que sugerira uma possível solução. Ele não queria desistir dessa esperança, mas, por outro lado, hesitava em confiar em uma jovem tão nova, receoso de arriscar o bem-estar de sua mãe...
"Eu concordo, vamos tentar!" Nesse momento, a Velha Senhora falou de repente.
Ela olhou para Manuela com um olhar bondoso; a jovem tinha praticamente a mesma idade de sua neta, e a Velha Senhora teve uma boa impressão dela.
Os olhos da jovem eram claros, serenos e firmes, não parecendo ser alguém imprudente. A Velha Senhora decidiu confiar nela.
Manuela ficou um pouco surpresa com a decisão da Velha Senhora, mas, com a colaboração dela, tudo ficava muito mais fácil.
Joaquim, por sua vez, franziu ainda mais a testa.
Se antes ele ainda tinha algum fio de esperança, agora, em seu íntimo, já não acreditava mais em Manuela.
Mas, como sua mãe já tinha concordado, não achava apropriado dizer nada na frente de Manuela.
Foi nesse momento que alguém entrou pela porta —
"Mano, se não está funcionando, é melhor parar por aqui. Vou procurar outro médico de renome. Como pode deixar que façam experimentos com o corpo da mamãe desse jeito?!"
Quem entrou foi uma mulher de pouco mais de trinta anos, de expressão determinada — Rafaela Couto, irmã de Joaquim.
Rafaela acabara de chegar e encontrou Dr. Coutinho e seus acompanhantes saindo. Dr. Coutinho, insatisfeito com Manuela, aproveitou para falar mal dela e pintar um quadro ainda pior. Por isso, Rafaela, sem sequer conhecer Manuela, já não tinha boa impressão dela e, ao falar, foi bastante ríspida.
Manuela virou-se, mas antes que dissesse qualquer coisa, Rafaela já declarou diretamente: "Srta. Silva, não precisamos mais dos seus serviços. Pode se retirar agora, por favor!"

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