Mas assim que ela fez menção de agir, Manuela já avançou rapidamente, puxando-a com força e jogando-a no chão. "O que você está fazendo?!"
"O que está acontecendo?!"
A Velha Senhora e Viviana chegaram logo atrás. Todo aquele barulho também alarmou o Velho Sr. Guimarães e o casal Evandro.
Assim que chegaram à porta, viram Manuela parada diante da cama, enquanto Glória estava caída no chão, empurrada.
Cláudia vinha por último e, ao ver a cena dentro do quarto, seu rosto mudou de expressão.
"Eu também não sei o que aconteceu!" Glória se adiantou e gritou antes de Manuela, "Eu estava preparando o remédio para o Bruno, e de repente a Manuela entrou correndo e me empurrou no chão..."
"Você estava dando remédio a ele? Que remédio você estava dando? Quem mandou você fazer isso?" Manuela interrompeu-a friamente.
Glória respondeu: "Claro que foi o remédio que você mandou preparar!"
"É mesmo?" Manuela olhou para ela de cima, "Eu pedi para prepararem o remédio, mas já deixei claro: quando ficasse pronto, era para me chamar. Quem te deu autonomia para agir por conta própria?"
Viviana também percebeu algo errado e imediatamente acrescentou: "O remédio ficou pronto e você não chamou minha prima, nem avisou ninguém da família, mas ficou agindo pelas costas para dar ao meu irmão. O que você queria fazer? Tem certeza de que era mesmo o remédio que minha prima receitou?!"
Se Viviana percebeu o problema, naturalmente os outros também perceberam. Os Guimarães estavam visivelmente contrariados.
"Glória, explique-se!"
Não reconhecer o próprio lugar era algo tolerável em outras situações, mas agora envolvia Bruno — e isso era inaceitável!
O suor escorria pela testa de Glória, que olhou instintivamente para trás, na direção de Cláudia. Com o rosto fechado, Cláudia lançou-lhe um olhar de advertência.
Por que olhar para ela agora? Queria mesmo que todos percebessem que ela estava envolvida nisso?!
"O quê?!" A Velha Senhora quase desmaiou. "Isso está acontecendo na Família Guimarães. Quem ousaria querer a vida do meu neto?!"
Manuela entregou a tigela ao Velho Sr. Guimarães. "Se o senhor não acredita, pode cheirar."
Antes mesmo que ela terminasse de falar, o Velho Sr. Guimarães já tinha pegado a tigela. Sendo o chefe de uma família tradicional na medicina, ele também era especialista.
A receita de Manuela ele já tinha revisado diversas vezes, conhecia cada detalhe. Ao cheirar, sua expressão mudou na hora, e sua presença ficou ameaçadora.
"Vá buscar o resíduo do remédio!" ordenou em voz grave, contendo a raiva.
Para não cometer nenhum engano, ele queria conferir o resíduo das ervas.
No entanto, o empregado logo voltou dizendo: "O resíduo desapareceu!"

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