"Nada."
Ele só não queria ver o semblante abatido dela; bastava que ela franzisse levemente as sobrancelhas, e ele já sentia o coração apertado.
Lucas brincou suavemente com os dedos dela, trazendo sua atenção de volta. Ao ver que o olhar dela voltava a brilhar, sem o abatimento de antes, ele finalmente relaxou um pouco.
"Onde está a árvore que você e sua mãe plantaram juntas?" ele perguntou.
"Se não me engano, deve ser por ali. Vou te mostrar!" Ao perceber o interesse dele, Manuela se animou imediatamente e puxou-o pela mão, correndo para o lugar que guardava na memória.
A Velha Senhora observava-os sorrindo, dizendo: "É por ali. Manuela, vá devagar, o chão está escorregadio, cuidado para não cair..."
Mal terminou de falar, Manuela pisou em uma poça d’água e quase perdeu o equilíbrio.
Antes mesmo que a Velha Sra. Guimarães pudesse gritar, Lucas, já atento, foi rápido e a puxou para seu peito, não deixando que ela caísse nem um pouco.
O coração da Velha Senhora, que estava na garganta, finalmente se acalmou. Amparada por Viviana, apressou-se até eles e perguntou ansiosa: "Eu disse para você ir devagar! Se machucou? Torceu o pé?"
Manuela, apoiada no peito de Lucas, ficou um pouco envergonhada ao ver a expressão preocupada da avó. "Vó, está tudo bem, não caí nem um pouco..."
Apesar disso, Velha Senhora ainda assim a puxou para uma breve inspeção, só se acalmando quando constatou que realmente não havia acontecido nada. Com um suspiro de leve reprovação e carinho, falou: "Esses dias têm chovido, o chão está molhado e escorregadio, é fácil cair. Não ande tão rápido."
Manuela respondeu obediente, mas assim que terminou de lidar com a avó, sentiu a bochecha ser levemente beliscada.
"Impulsiva." Lucas a repreendeu, nem forte, nem fraco.
Ela ergueu o rosto e, ao ver o olhar severo do homem, rapidamente o abraçou tentando agradá-lo: "É que você está ao meu lado, por isso fiquei assim..."
Ao ouvir isso, a Velha Senhora logo se apressou, pois ainda estava preocupada com o neto.
Assim que entraram em casa, Manuela perguntou à empregada: "O remédio já está pronto? Traga aqui."
A empregada, porém, hesitou: "Remédio? A Glória já levou para o Senhor."
Assim que ouviu isso, o semblante de Manuela mudou. Sem dizer mais nada, ela apressou-se em direção ao quarto de Bruno e empurrou a porta com força!
Lá dentro, Glória já apoiava o Bruno, que estava desacordado, preparando-se para lhe dar o remédio.
O rosto de Manuela se fechou: "Pare agora!"
Glória virou-se e, ao vê-la, mudou de expressão imediatamente. No mesmo instante, forçou a boca de Bruno, tentando obrigá-lo a engolir o medicamento!

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