— A avó pode não ver quem você é de verdade, mas eu sei. Para quem você está fingindo? Acha que o meu irmão liga para você?
Beatriz respirou fundo, segurando a dor e o aperto no peito.
Qualquer um podia pisar nela.
Isso acontecia porque Arthur não se importava.
A família tratava do mesmo jeito que o marido tratava.
Ele mostrava que ela não importava.
Ela empurrou Arthur: — Acha que preciso de pena de vocês? Estão se achando demais.
Hugo não esperava aquilo. Antes ela era quieta.
Ele ficou sério e soltou: — Você... Não é a toa que o meu irmão não gosta de você, ele gosta da Helena!
Arthur olhou para Hugo: — Ela é a sua cunhada.
Beatriz riu internamente.
Era uma bela resposta de um diplomata.
Como diplomata, Arthur era um dos melhores.
Ele pareceu defendê-la como cunhada, mas o jeito distante dizia que gostava de Helena. E a cunhada de que ele falava também era Helena.
Ela não disse mais nada, virou e foi para o quarto de hóspedes.
Tomou um remédio, se encolheu na cama, a dor na barriga ainda não passava.
Nisso, a empregada entrou com um remédio.
— Sra. Valente, a avó viu que você não estava bem. Pediu para fazermos este remédio. Beba enquanto está quente.


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