Mas Helena ouviu dizer que Arthur tinha uma doença e não quis casar. Como acabou de entrar para a família, não queria ficar mal.
Ela colocou algo na bebida e depois culpou Beatriz de dar em cima do noivo dela.
Pela pressão das famílias, Beatriz casou com Arthur.
Ele aceitou por responsabilidade. Ela achou que se o tratasse bem, ele se apaixonaria.
Achou que o respeito no primeiro ano de casamento era amor.
Beatriz voltou à realidade, abriu a porta da frente e viu os bichinhos de pelúcia no carro.
Ela também tentou colocar, mas Arthur disse que era infantil. E agora deixava outra pessoa colocar.
Ela sabia que eram do gosto de Helena. Era uma forma de marcar território.
Beatriz deu um sorriso. Não é que ele não gostava de pelúcia. Não gostava era dela.
Ela olhou para outro lugar, tocou a porta fria. Sentiu nojo do carro.
Arthur fechou os papéis, tirou os óculos e pegou o celular para responder uma mensagem.
Provavelmente para Helena.
Beatriz olhou para fora. A chuva batia no vidro e deixava marcas.
Arthur terminou, chegou mais perto e colocou os papéis na gaveta.
Ficaram perto. O espaço era pequeno. Ela sentiu o cheiro dele.

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