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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 515

O olhar de Serena parou por um instante.

— É mesmo?

— Uhum. — Lili concordou com a cabeça, com as sobrancelhas levemente franzidas, tentando se lembrar.

— Eu não me lembro direito.

— Mas eu me sinto segura quando vejo você.

— Mais segura do que com qualquer outra pessoa.

A frase fez o ambiente ficar em silêncio por meio segundo.

Palavras inocentes de uma criança são as que mais tocam.

O coração de Serena amoleceu de repente.

Ela não tinha nenhum parentesco com Lili.

Mas a menina era naturalmente apegada a ela.

Serena reprimiu suas emoções e a confortou: — Então, se nos encontrarmos de novo, você pode me dar um oi.

Os olhos de Lili brilharam no mesmo instante, e ela perguntou com cuidado:

— Posso ver você sempre?

Os funcionários ao lado riram, achando a menina uma graça.

Serena respondeu com gentileza: — Pode.

O exame médico ocorreu sem problemas.

Serena leu pessoalmente os exames das duas crianças e deu orientações detalhadas sobre alimentação, rotina e cuidados com o estômago e o baço.

Ela era profissional, paciente e gentil. Até a enfermeira comentou: — A Dra. Serena é tão amável. Ela é muito atenciosa com as crianças.

O tempo todo, os olhos de Lili quase não desgrudavam dela.

A menina não fez barulho, não fez manha nem foi grudenta. Apenas a observava em silêncio.

Um olhar atento, dependente e dócil.

O exame médico terminou.

Lili reuniu muita coragem, tirou do bolso uma margarida branca seca e prensada, e a entregou com cuidado para Serena.

— Professora, é para você.

— Fui eu que peguei. Guardei por um tempão.

Era o presente mais valioso que uma criança poderia oferecer.

Serena sentiu um baque.

Ela abaixou a cabeça para olhar a pequena flor branca, com as pontas dos dedos ligeiramente quentes.

Ela nunca tinha recebido um presente que mexesse tanto com ela.

Serena disse em voz baixa: — Obrigada, Lili. Eu gostei muito.

Ela estendeu a mão e a pegou.

No instante em que seus dedos se tocaram.

Arthur, que estava na porta, finalmente se aproximou.

A figura alta se aproximou. Ele tinha uma presença contida, os olhos fixos no rosto de Serena, e a voz baixa e controlada.

— Dra. Serena.

Serena ergueu o olhar, e sua expressão voltou a ser distante.

— Sr. Valente.

Antes de ir, Lili virou a cabeça e deu uma longa olhada para Serena, relutante em partir.

Aquele olhar era apegado e puro.

Serena sentiu um aperto.

Ela olhou para as costas dos três indo embora.

O homem alto e distante caminhava segurando as crianças.

A imagem daquela família de três era perfeita, mas doía os olhos.

Saíram do hospital e entraram no carro.

O carro estava silencioso.

Arthur ficou em silêncio por um bom tempo e, de repente, perguntou a Lili:

— Lili, por que você gosta da professora Serena?

Lili, sentada no banco de trás, franziu as sobrancelhas e pensou por um bom tempo.

— Não sei.

— É que eu me sinto bem quando vejo ela.

— Ela me parece familiar.

— Como se... como se eu já devesse conhecê-la.

Arthur não disse mais nada.

-

No dia seguinte.

Helena descobriu sobre a ação social de saúde e entrou em pânico.

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