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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 508

— Não. — Helena logo disfarçou e disse baixinho: — É só emoção por não a ver há muito tempo.

— Eu trabalhei com a professora Serena no passado, ela é realmente uma gênia imbatível. A volta dela é uma sorte para a medicina.

Ela teve que concordar.

Mas a ansiedade ia consumindo sua mente.

Ela conhecia a habilidade de Serena muito bem.

Era o verdadeiro esmagamento do talento, que ela não ia conseguir nem tentando a vida toda.

Cinco anos sumida, a mulher regressa com muitas pesquisas e força total, para ter a área inteira trabalhando para ela de novo.

Enquanto que ela própria, ia apenas virar alguém que passaria sem ninguém se importar.

-

Enquanto isso, no Solar dos Valente.

Arthur estava sentado perto da janela lendo as notícias da Lumina Inovação no tablet, o olhar focado.

Serena.

Ele já havia escutado esse nome inúmeras vezes.

Sabia que ela era uma gênia que voltara do estrangeiro, a líder da Lumina e a manda-chuva de pesquisas que reescreveu a história do negócio.

Lili, de sete anos, estava sentada perto, olhando os desenhos. Franzindo a testa de leve, disse baixinho: — Papai, a irmã Serena vai voltar ao país? Quando eu estava lá fora, ouvi os professores falarem que ela é super inteligente.

Arthur baixou o olhar para a menina obediente. Disse suavemente: — Você a conhece?

— Não. — Lili negou. Seu olhar era claro. — Mas os professores lá na faculdade de medicina têm a irmã Serena como um modelo para seguir e acham que ela é a cientista mais legal que tem.

O menino de quatro anos chegou e perguntou: — Lili, ela é mais legal que você?

Lili sorriu de forma gentil: — É diferente. A irmã Serena é uma pessoa adulta muito inteligente.

Arthur acompanhou aquelas crianças. Depois que seus olhos recaíram no texto "O regresso da Dra. Serena", sentiu uma pontada não muito clara.

Fraca, porém duradoura.

E então ele logo descartou aquilo.

-

Três dias depois, o Gala de Lançamento Lumina começou como planejado.

Eram dezenas de assentos ocupados, no centro internacional da cidade.

Grandes empresários de biofarmácia nacionais, membros da classe médica, doutores, investidores, canais de mídia e equipes de transmissão estavam por todo lado.

Um grande espetáculo.

Tudo para aguardar a primeira vez de fato do aparecimento do cérebro brilhante que esteve escondida atrás das cortinas por cinco anos.

Helena não se atrasou. Usando um terno bonito, tentou segurar as emoções,

e cumprimentou a todos os presentes, na tentativa de não deixar cair sua atuação de diretora na Lumina.

Mas, sua mão esteve fria do começo ao fim e sua mente continuava abalada, só ela sabia.

Os olhos focados e plenos a mostrarem um estilo profissional.

Feições e o traçado mais alinhados, em um pacote totalmente revigorado.

Todo este período longe tornou ela desconhecida, e os rostos das pessoas haviam superado a moça, meiga e que andava chorando, Beatriz.

As testemunhas que viam suas expressões começaram a repassar aquilo:

É quase que parecida com outra pessoa.

Ela foi vista.

Era aquilo, que também havia durado poucos minutos e saído logo em seguida das mentes das pessoas.

Porque esta, ela, parecia brilhante, calma e muito bem definida.

A conversa, a postura e a voz eram totalmente outras. Bem longe de lembrar a Sra. Valente de anos passados.

Ela conversava quieto com as mãos pra baixo.

Já essa, lá onde ela estava agora, era um som frio, as falas, as pronúncias bem postas e na entonação perfeita, tudo no domínio de profissional.

Nem uma parte remetia ao antigamente.

A mão subindo a frente e já havia feito todos emudecer.

Sem fala extra no início. Encarando de frente o centro das câmeras, dizendo calma.

— Sou Serena. Olá a todos.

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