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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 505

Essa questão rondava a mente de todos há muito tempo.

Ele sabia que Beatriz Nogueira forjou a própria morte, sabia que ela foi renascer no exterior, mas não sabia se um dia ela voltaria à sua terra natal.

Assim que voltasse, a verdade sobre sua falsa morte seria exposta.

Se não voltasse, a autoria de anos de pesquisa nunca poderia ser publicada com seu nome verdadeiro.

Era uma decisão difícil.

Beatriz olhou para o laboratório familiar na tela e para a direção de sua terra a milhares de quilômetros de distância. Ela moveu os cantos dos lábios, com uma expressão neutra e serena.

— Se eu voltar, será com glória.

— E a autoria... — Gabriel hesitou. — Seu esforço não pode ficar sem nome.

Beatriz esfregou a ponta dos dedos na capa do documento sobre a mesa e disse em voz baixa: — Serena vai voltar.

Gabriel entendeu imediatamente.

Serena.

A gênia da indústria.

Esse era o pseudônimo dela.

E se tornaria seu novo nome.

Com esse pseudônimo, ninguém na indústria poderia se comparar a ela.

— Usarei a identidade de Serena para concluir todo o trabalho restante.

Beatriz falou com a voz firme e calma: — Todos os artigos, patentes e a autoria do lançamento do medicamento usarão o nome Serena. A partir de agora, não existe mais Beatriz Nogueira no mundo, apenas Serena.

Beatriz morreu naquele funeral.

Morreu na percepção de todos, nos casos de amor e ódio do passado, e naqueles anos de submissão, repressão e impotência.

De agora em diante, ela era Serena.

A Serena sem amarras, com sucesso acadêmico, independência profissional e que vivia apenas para si mesma.

Gabriel olhou para o alívio nos olhos dela. Ele sentiu um misto de emoções, mas por fim, assentiu devagar.

— Certo, eu entendo. Vou alinhar todos os processos, mudar todas as autorias e guardar esse segredo por você.

— Desculpe o incômodo. — Beatriz agradeceu em voz baixa.

— Não é incômodo, você merece. — Gabriel olhou para ela e disse sério: — Beatriz... não, Serena, você merece uma vida nova e melhor.

A chamada de vídeo terminou.

Ela olhou para a própria barriga plana e sentiu um leve arrependimento.

Nunca mais poderia gerar filhos.

Era uma perda eterna.

Mas logo se acalmou.

A vida não era perfeita.

Ela perdeu o direito de ser mãe, mas ganhou a liberdade de renascer.

Ela abriu os horários das aulas do doutorado e organizou o plano de pesquisa do medicamento direcionado.

As paredes tinham papel de parede de desenho animado, um carpete macio cobria o chão e havia blocos coloridos, livros de história, bichos de pelúcia e carrinhos de controle remoto por toda parte.

Os brinquedos de princesa e os jogos educativos dos meninos estavam espalhados. O quarto era cheio de vida e diversão infantil, não tinha mais nada do frio do passado.

A casa criava duas crianças.

Lili, que foi trazida do exterior, agora chamada de Alice Valente, tinha sete anos.

A menina tinha feições suaves, era quieta e sensata, muito mais inteligente e madura que as crianças da mesma idade.

Era educada, estudiosa, gentil e paciente. Todos a elogiavam.

O menino que Helena Nogueira deu à luz.

Agora com quatro anos, era ativo, sapeca e cheio de energia.

As duas crianças passavam os dias juntas, crescendo lado a lado e tinham uma ótima relação.

O menino de quatro anos era muito apegado à irmã de sete.

Seguia Lili por todo lado, e só ela conseguia acalmá-lo quando ele fazia bagunça.

Os dois brincavam no tapete com blocos, liam livros e se divertiam, formando uma cena harmoniosa.

Mas na vida tranquila e agitada dos Valente, Helena sempre foi uma estranha.

Durante os cinco anos, ela teve o bebê, mas nunca pisou na casa dos Valente nem ficou lá.

A postura de Arthur sempre foi fria e distante. Ele nunca permitiu que ela ficasse na casa por muito tempo, e muito menos que visitasse o filho quando quisesse.

Mesmo para ver o próprio filho, ela era barrada. Ver o garoto era quase impossível.

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