Beatriz interrompeu o passo e olhou para trás. Vendo Dona Luísa e Arthur, virou de novo sem nenhuma pausa para continuar a andar.
O Dr. Silveira perguntou baixo: — Não vai falar com eles?
Beatriz foi indiferente: — São pessoas irrelevantes. Não há necessidade de cumprimentar.
Dona Luísa se irritou com aquela atitude distante e fria. Sentiu que ela estava cada vez mais atrevida e imprudente.
Dona Luísa foi andando rápido, segurando os pulsos da Beatriz: — Você se mete com pessoas estranhas até quando nós estamos olhando, agindo sem pudor?
Beatriz franziu a testa ao sentir o pulso agarrado, e seus olhos estavam frios: — Cuidado com o que a senhora fala. Quem está sendo inconveniente?
Dona Luísa riu frio: — Estou falando de você. Ficou irritada porque as suas intenções foram expostas?
Beatriz puxou o próprio braço e ficou em silêncio.
Dona Luísa se exaltou e, com a mão erguida, deu um tapa no rosto da Beatriz.
Beatriz não disse nada e retribuiu o tapa.
Dona Luísa, com o rosto ardendo e a pele vermelha, cobriu-o com as mãos, surpresa e brava.
— E o que tem eu agir mal? Mesmo se eu estivesse me casando hoje com outro homem, não tem nada a ver com você.
Arthur franziu os olhos levemente, olhando fixo para Beatriz.
— Você revida? — Dona Luísa levantou a mão para revidar.
O Dr. Silveira se adiantou, colocando-se na frente de Beatriz para protegê-la: — Senhora, não é permitido agressões na área do hospital, isso atrapalha o descanso dos pacientes.
— Eu é que sou sem razão?
Dona Luísa olhou friamente, virando e apontando para a Beatriz: — Beatriz, agora está agindo assim, tão rápido, usando o seu apoio?
Então, avisou para o Dr. Silveira: — Doutor, estou lhe avisando para ser bondosa, esta mulher tem um caráter horrível.
— Parece respeitável por fora, mas na família Valente ela era preguiçosa e sem nenhuma habilidade. Tentou usar o Arthur para entrar na família, e agora não se comporta como divorciada.
Beatriz foi para a frente do Dr. Silveira, ignorando Dona Luísa, e, olhando para o Arthur, falou frio:
— Arthur, por favor cuide dessas questões da família Valente. Não preciso guardar seus velhos segredos para você.
Após, Beatriz se virou e, antes que ele pudesse responder, tentou sair.
— Não vá! Você me deu um tapa, vai me dever!
Beatriz parou de andar, olhou: — Dever pelo quê? Onde eu agi mal e por quê?
Ela voltou o olhar para o Arthur: — Você precisa que eu conte para a sua mãe que já nos divorciamos há tempos?
— Eu sou a sua mãe e fui repreender a sua ex-mulher rebelde; acabou sendo o meu erro?
— A senhora a difamou primeiro, e agredi-la fisicamente já tira a sua razão.
— E não foi por você que eu fiz isso?!
— Ela é cheia de homens por aí, ela lhe envergonha e se eu desconto em cima dela, eu estou errada?
Arthur parou e respondeu calmo: — Aquele é o Dr. Silveira, de ginecologia oncológica. A tia dela está numa situação grave, eles só vieram para discutir o que vai ser do tratamento.
— Por que a senhora tem um preconceito tão grande com ela?
Dona Luísa balbuciou baixinho: — Eu não queria que você a casasse. Se dependesse de mim, era muito simples não deixar que ela entrasse pela porta da família Valente.
— Helena é uma pessoa com conhecimentos extraordinários, e a sua pessoa certa.
— Termine com a Beatriz para casar com a Helena; todos que enxergam vão poder ver de verdade você ficar mais no caminho de Helena do que antes e com toda a intimidade que há.
Ela via todos os tipos de notícias financeiras e das recepções, apenas fingia não saber.
Para ela, uma mulher de grande capacidade e compreensiva que era a Helena superava e muito aquela de quem só sobra o nada, que era a Beatriz.
— A velha senhora já ficou com raiva por causa disso, ordenando que mantenham distância. Me diga a verdade, você não queria casar com Helena na verdade?

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