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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 376

Mas ela também estava pensando nos descendentes da família Valente.

Se possível, ela ainda esperava que Beatriz fosse sua neta-nora.

Se a relação entre os dois pudesse ser reparada, não seria impossível; ela também queria tentar juntá-los.

— A senhora está se preocupando demais. — Beatriz deu um leve sorriso. — Que ressentimento o quê, só quero tirar uma folga de vez em quando para descansar.

A velha senhora não encontrou falhas na fala dela e aproveitou para decidir: — Se não há ressalvas, então está decidido.

Beatriz estava totalmente relutante em assumir as tarefas da gala, mas a velha senhora já havia se decidido e as várias tentativas de recusa não puderam ser ditas.

Ela levantou a mão para massagear a testa latejante e ficou em silêncio. Esse momento de mudez fez o tom da velha senhora pesar um pouco.

— Beatriz, eu já investiguei todos os conflitos entre o Arthur e a Helena.

O tom da velha senhora suavizou. — Você sempre esconde de mim quando sofre injustiças, e ver isso me deixa chateada.

— Você sabia que ele gastou uma fortuna para financiar sozinho a Lumina Inovação para a Helena e não disse nada.

— Se depois você quiser acionar a lei para recuperar esses bens matrimoniais desviados, eu usarei todas as minhas ações e recursos para ficar do seu lado incondicionalmente.

— Da última vez eu fiquei do lado da Helena porque ela estava grávida, não seria bom irritá-la.

Beatriz soltou um longo suspiro.

Ela e Arthur Valente já haviam desfeito o casamento.

No momento, ela estava envolvida com o projeto de medicamentos direcionados e, em seguida, teria que ir ao instituto de pesquisa nacional para relatar o progresso do desenvolvimento.

Participar de reuniões de avaliação especial deixava sua agenda apertada; não havia mesmo tempo para lidar com ressentimentos do passado.

— Não é nada, de verdade, avó. Se eu sofrer alguma injustiça no futuro, serei a primeira a reclamar com a senhora.

A velha senhora continuou obstinada: — A Gala de Aniversário de cem anos é um evento de grande porte; não confio em deixá-lo nas mãos de estranhos. Vou deixar isso com você.

Este ano marcava o centenário da família Valente.

Após desligar a chamada, Beatriz sentou-se à mesa do escritório, pensativa.

No passado, ela também havia passado noites em claro pela celebração, definindo o local, convidando os convidados, coordenando os processos, fazendo tudo pessoalmente.

Quando a gala terminou, ela foi internada com febre alta por excesso de trabalho, mas Arthur usou a desculpa de estar ocupado no trabalho e nunca apareceu para visitá-la.

Todo aquele entusiasmo do passado foi recebido com indiferença. Ela não queria mais repetir essas tarefas exaustivas.

Mesmo que copiar o plano dos anos anteriores pudesse poupar esforço, a barreira em seu coração não podia ser ignorada.

Depois de pensar, Beatriz ligou para Arthur e, para sua surpresa, a chamada foi atendida quase imediatamente.

Beatriz disse que chegaria ao hospital imediatamente, desligou o telefone às pressas e andou rapidamente para fora da área de escritórios. Ao virar uma esquina, não conseguiu desviar e esbarrou em alguém.

— Sinto muito. — Beatriz pediu desculpas apressadamente, prestes a seguir rumo ao hospital.

— Srta. Nogueira? Está com pressa, aconteceu alguma coisa? Precisa de ajuda?

Beatriz parou e olhou para trás ao ouvir a voz. Quem se aproximava era o oncologista Dr. Lucas Silveira, que havia acabado de voltar ao país.

Diante da urgência médica, ela estava ansiosa e, ao ver um médico especialista, sentiu um pouco mais de esperança. Ela explicou brevemente que a tia tinha câncer no útero e sofrera uma complicação repentina.

Dr. Silveira assentiu: — Minha especialidade são tumores ginecológicos e acabei de trazer novas técnicas de tratamento do exterior. Se for conveniente, posso ir com você ao quarto para uma avaliação.

Beatriz não recusou e imediatamente levou o Dr. Silveira de carro para o hospital.

A dor do câncer uterino em estágio avançado era aguda e, com as doenças preexistentes, a pressão arterial disparava quando a dor extrema atacava, correndo risco de insuficiência cardíaca a qualquer momento.

Quando os dois chegaram ao quarto, a Tia Lúcia havia acabado de ser transferida da sala de emergência. Dona Elza Souza estava suando frio, fraca e mal conseguia ficar em pé, completamente desorientada.

— Mãe. — Beatriz avançou para segurar a mãe, batendo levemente em suas costas para confortá-la. — Não entre em pânico, a tia tem sorte, a condição dela vai se estabilizar.

Essa frase serviu tanto para consolar Dona Elza quanto para se acalmar.

O Dr. Silveira falou baixo ao lado para tranquilizá-la: — Não é preciso se preocupar demais. Esse tipo de câncer uterino já tem protocolos de controle bem estabelecidos no exterior. A única dificuldade é a escassez de canais para comprar os medicamentos direcionados específicos.

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