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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 363

A Sra. Valente não cedeu: — Você ainda vai continuar defendendo ela a essa altura?

Helena mordeu o lábio inferior e olhou para Arthur com os olhos cheios de lágrimas, mas estava pensando em uma saída.

A Sra. Valente ainda não sabia que os dois já estavam divorciados. Bater de frente agora só iria arruinar as suas chances de se casar com ele. Era melhor engolir o orgulho por enquanto. Mais tarde haveria outras formas de se vingar da Beatriz.

Com a capacidade da Beatriz, seria tão fácil esmagá-la no setor quanto esmagar uma formiga.

Se Arthur conseguiu ceder na frente da avó, não custava nada para ela abaixar a cabeça rapidamente. Seria apenas um passo para trás para depois entrar na família Valente.

Arthur ignorou o olhar de socorro de Helena e caminhou até Beatriz.

Ele pegou o bule que ela estava prestes a usar e o colocou sobre a mesa. A voz dele era grave: — Me desculpe.

Beatriz hesitou um pouco. Essa atitude era, na maior parte, um teatro para a Sra. Valente, apenas para acalmar os ânimos.

O rosto de Helena ficou pálido de imediato, e ela sentiu um aperto no peito.

A defesa que ela esperava não aconteceu. Em vez disso, ela viu Arthur pedindo desculpas gentilmente para Beatriz. A inveja começou a tomar conta dela.

Ela rangeu os dentes e segurou a raiva. — Irmã, me desculpe. De agora em diante, vou prestar atenção às minhas palavras e atitudes para evitar fofocas.

A Sra. Valente olhou para Beatriz, esperando por uma resposta.

Beatriz não queria prolongar o assunto na frente da Sra. Valente para não dar motivos para fofocas. Ela respondeu com calma: — Vovó, eu estou bem.

Ela não aceitou e nem recusou o pedido de desculpas, encerrando a discussão com apenas uma frase.

Helena não queria ficar ali por mais nenhum segundo. Sentia-se humilhada na frente de Beatriz.

— Que bom que o mal-entendido foi resolvido. Espero que não haja mais especulações infundadas sobre mim e o Arthur. Vovó, eu vou indo.

O rosto de Helena fechou assim que ela saiu da sala.

Assim que Helena se afastou, a Sra. Valente pediu a Arthur: — Vá buscar o cardápio.

— Me deixe no próximo cruzamento. Meu carro ficou no estacionamento.

— O motorista pode buscar o seu carro e levar para a sua casa.

Arthur estava com as pernas cruzadas, sem dar qualquer espaço para recusa.

Beatriz não queria discutir. Apenas encostou no vidro e ficou olhando para o nada.

— O vestibular do Hugo está chegando. Você tem alguma opinião sobre a escolha da faculdade e as aulas de reforço? — Arthur perguntou de repente.

Beatriz franziu a testa, impaciente. Os dois já estavam divorciados e sem nenhum vínculo. O fato de ele continuar conversando casualmente era um absurdo. — O que o garoto faz não tem nada a ver comigo.

Arthur não se irritou e continuou perguntando no mesmo ritmo: — Tem certeza de que não vai se envolver?

Beatriz respirou fundo, virou a cabeça e o encarou: — Por favor, entenda a situação em que estamos.

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