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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 345

— Arthur. — A voz do Diretor Drummond soou de longe. — Trouxe a Helena?

Arthur Valente assentiu:

— Diretor Drummond.

O Diretor Drummond se aproximou devagar e brincou, rindo:

— É raro ver você aqui pelo instituto.

— Agora que tem alguém de quem cuidar, não se importa de vir até aqui.

Arthur suavizou a expressão:

— Não precisa fazer piada comigo, Diretor.

O Diretor Drummond e Arthur então começaram a discutir a implementação técnica do Projeto Vanguarda Feminina.

Beatriz ficou no instituto até o anoitecer antes de ir embora.

Ela não se importava em que momento Arthur e a turma dele tinham saído.

Ao sair do prédio, Guilherme Drummond veio em sua direção.

— Eu não esperava que a Helena cobrisse aquele rombo financeiro sozinha — começou Guilherme.

— Eu achei que o Arthur fosse acabar ajudando.

Beatriz não se surpreendeu:

— A Helena é muito competitiva. Quando se trata da imagem dela, ela prefere usar o dinheiro da família em vez de pedir ajuda.

Ela cresceu cercada de elogios, acostumada a manter a pose de independente e competente naquele círculo social.

— Um déficit de cem milhões na última vez, e mais duzentos agora. De onde ela tirou tanto dinheiro vivo? — Guilherme Drummond enfiou a mão no bolso.

Beatriz caminhava e pensava ao mesmo tempo.

Os negócios da Família Nogueira tinham se estabilizado nos últimos anos. Além disso, com os grandes investimentos iniciais de Arthur, movimentar capital em tão pouco tempo não seria difícil.

De repente, pensou em algo e pegou o celular para ligar para a Dona Elza Souza.

Pouco depois de desligar, o telefone tocou. Era Júlia Paiva.

— Bia, amanhã vai ter um evento pequeno lá em casa e eu estava pensando em ir escolher um vestido. Você pode vir comigo ao shopping? Faz um tempo que a gente não sai.

Beatriz massageou a testa e pediu desculpas, com uma voz suave:

— Desculpe, estou tão ocupada com os projetos que quase esqueci disso.

Ela olhou a agenda e viu que não tinha nenhum compromisso urgente para aquela noite.

— É porque eu tenho pena de ver você enfurnada num laboratório ou numa sala de reuniões todo santo dia.

Júlia falou enquanto andava:

— Não dá para deixar você trabalhando e me acompanhando para passear ao mesmo tempo.

-

As duas conversavam e entraram no Ateliê de Alta Costura Elysium.

— Para a festa em casa, um vestido elegante e recatado está bom. — Júlia disse, varrendo a loja com o olhar.

Nesse momento, uma voz feminina familiar chegou aos seus ouvidos.

— O modelo dessa roupa realça o seu jeito, é perfeito para um banquete.

A voz era conhecida.

Beatriz fechou a expressão e olhou na direção da voz.

Viu que Helena estava segurando um vestido, medindo-o no corpo da Dona Luísa Valente.

Dona Luísa Valente se olhou no espelho de corpo inteiro e concordou, satisfeita:

— Você tem bom gosto.

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