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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 326

Era sobre dignidade, limites e a vida da sua família.

A sua tia passou por muitas injustiças a vida toda. Agora, doente, não iria viver de esmola ou piedade de ninguém.

Beatriz apertou os dentes e disse, pausadamente, com a voz firme:

— Não precisa, eu não vou pensar e não vou ceder.

Aquilo passava de todos os limites.

Arthur a observou.

Foi quando a voz de Helena surgiu do lado de fora:

— Arthur, vem cá um minuto, quero falar com você.

Helena entrou, olhou de canto para Beatriz e ficou em silêncio.

Arthur mudou a expressão e seguiu Helena para fora.

A tensão se dissipou, e o corpo de Beatriz cedeu. Ela cambaleou e se sentou numa cadeira ao lado.

O resfriado forte somado à sua condição de imunocomprometida a deixaram com dor de cabeça e o corpo inteiro doía, sem forças.

Ela ficou sentada por um bom tempo até se acalmar. Apoiou o corpo para levantar e se preparou para sair.

Ao sair do quarto, deu de cara com Dona Regina Nogueira.

Ela ergueu os olhos, o rosto fechou na hora e falou com um tom autoritário:

— Ouvi dizer que foi a sua família que reservou esse quarto VIP. Vou ser sincera: nós vamos ficar com ele.

— O caso da sua tia não chegou no ponto de precisar de um VIP de forma tão desesperada, não precisa disputar com a gente.

— Eu também vejo a amiga da Helena como minha própria filha.

Ela encarou Beatriz fixamente, cheia de razão, como se aquele quarto já lhes pertencesse.

Ouvir aquelas palavras fez Beatriz achar tudo uma ironia.

Tratava até a amiga de Helena como filha?

E ela, que fora criada por mais de vinte anos?

Valia menos que um cachorro ou um gato que jogavam fora.

Beatriz forçou a cabeça confusa a pensar, e respondeu de forma fria:

— O que eu disse não ficou claro o suficiente?

Dona Regina cruzou os braços.

— Você tem a audácia de ofender a minha filha? Sua criatura insolente, eu te criei desde pequena e mesmo assim você é podre por dentro. Não é à toa que vem de uma família baixa!

— Eu deveria te dar uma lição agora!

O estalo de um tapa ecoou pelo corredor.

O golpe foi muito forte. O lado do rosto de Beatriz, que já estava com tontura e com o corpo fraco, começou a formigar e doer. Ela cambaleou algumas vezes e se firmou com dificuldade.

Sem qualquer hesitação, ela ergueu a mão e devolveu o tapa com força.

"Plaf!"

O som foi claro.

O rosto de Dona Regina virou com o impacto, e ela olhou para Beatriz com os olhos cheios de choque.

— Você tem coragem de me bater?!

Furiosa, ela ergueu a mão para bater de novo.

— Pare.

Uma voz masculina fria ecoou pelo lugar.

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