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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 317

Beatriz olhou para cima, um pouco incrédula.

Mais do que isso, achava ridículo.

Vieram de tão longe atrás dela só para fazê-la pedir desculpas a Helena.

— E se eu não quiser?

A expressão de Arthur não mudou, mas o ambiente ao seu redor ficou assustadoramente pesado.

O homem baixou os olhos, olhando para ela calmamente. — Beatriz, desde quando você ficou tão irracional? Antes, você era tão sensata.

— Sensata?

Isso era baseado no amor, no fato de o casamento deles ainda ter esperança.

Beatriz pareceu ouvir uma grande piada. — Ser sensata é me fazer servir a amante durante o resguardo dela, é isso?

Arthur franziu a testa. — Ela é sua irmã.

— Eu não tenho irmã. — Beatriz zombou. — Eu não vou pedir desculpas.

Ele...

Arthur olhou para ela em silêncio por alguns segundos. — E as ações da Seraphina Biotech?

Uma frase tão leve, mas cada palavra era letal.

Aquela era a carreira na qual ela havia colocado todo o seu esforço, sua única força restante naquele casamento.

Beatriz cerrou os dentes com força, as unhas cravando nas palmas das mãos.

Sempre essas ameaças.

Sempre conseguindo atingir exatamente o seu ponto fraco.

Ela não entendia como o homem que tanto amou havia se tornado aquilo.

Ela respirou fundo, olhando para Arthur. — Então venha com tudo.

Justo quando o clima entre os dois estava tenso.

Os faróis de um carro de repente iluminaram o local.

O carro de Gabriel parou na beira da estrada.

Ele desceu do carro a passos largos, bloqueando Beatriz.

Gabriel percebeu que o estado dela era péssimo, e seu tom estava cheio de preocupação.

Beatriz fechou os olhos, contendo o nó na garganta. Ela forçou um sorriso e mentiu em voz baixa: — Não é nada, minha menstruação desceu e está doendo muito. Pode só me levar para casa.

Gabriel assentiu. — Se estiver doendo muito, me avise.

O carro chegou em casa.

Beatriz estava sem forças, cambaleando ao empurrar a porta e entrar. Apoiou as costas na porta fria por um bom tempo até conseguir ficar em pé.

Gabriel a seguiu o caminho todo, seus olhos transbordando uma angústia que não conseguia esconder.

Vendo que ela mal conseguia se manter em pé, ele avançou rapidamente e segurou firmemente seus braços. Com cuidado, ele a ajudou a se sentar no sofá e depois se agachou para massagear seus pulsos frios, falando em um tom extremamente leve e suave.

— Vá devagar, não force a barra.

— Se a sua saúde está tão ruim, não deveria mais se dedicar com tanta intensidade à pesquisa e desenvolvimento.

Ele se virou para lhe servir um copo de água morna. Encontrou um analgésico e o colocou na palma da mão dela, observando-a engolir a pílula com a água enquanto os dedos dela continuavam tremendo levemente sem parar.

— Quer deitar um pouco? Vou pegar uma bolsa de água quente para colocar na sua barriga.

Gabriel era atencioso e meticuloso, e seu tom carregava um cuidado impecável. Não havia a menor inconveniência, apenas pura preocupação.

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