Dona Luísa riu com desdém ao ver isso, com um tom sarcástico: — Eu realmente não entendo! Não consegue ter filhos e ainda quer expulsar quem vai dar continuidade à nossa família Valente?
— Tramou para entrar na família Valente no passado e agora quer tramar contra o neto da família Valente?
Ela deu um passo à frente, encarando Beatriz na escada, sem a menor consideração: — Preste atenção, Beatriz, se você não engravidar, mais cedo ou mais tarde será enxotada da família Valente.
— Eu dei o meu melhor, procurei médicos famosos por toda parte, gastei dinheiro e energia para você tratar o corpo, e você sempre dá desculpas, recusando-se a fazer os exames.
— Para mim, você tem más intenções. No fundo, simplesmente não quer ter filhos para a família Valente.
Beatriz levantou a cabeça, incrédula.
Não foram eles que a forçaram a abortar aquele bebê no passado?
Ao ponto de agora ela estar gravemente doente e incapaz de ter filhos, e ainda jogarem toda a culpa nela.
Ela já estava praticamente morta.
Aquelas palavras a perfuravam por dentro.
Que irônico, que ridículo.
Seus lábios se moveram várias vezes. Queria retrucar, não dava a mínima para a família Valente.
Mas o acordo de divórcio estava assinado em preto e branco, então ela só podia engolir a injustiça em silêncio.
Os olhares de todos ao redor caíram sobre ela. Alguns simpatizavam com Helena, outros achavam que ela estava sendo irracional.
Hugo Valente estava ao lado, zombando em concordância, enquanto Nicolas Valente exibia uma expressão impaciente.
A velha senhora queria defendê-la, mas diante da ideia de "dar continuidade à família", não conseguia dizer uma única palavra.
Beatriz riu de raiva, não tentou mais se justificar, e não havia necessidade de discutir.
Apoiando-se no corrimão da escada, ela suportou as pontadas de dor no abdômen, caminhando devagar, mas com firmeza, para fora.
A cada passo, seu corpo ficava frio e fraco, o suor frio encharcava o tecido de suas costas, mas ela manteve a postura ereta, recusando-se a demonstrar qualquer sinal de fraqueza ou implorar na frente daquelas pessoas.
Helena olhou para a silhueta dela se afastando aos tropeços e puxou levemente a manga de Arthur.
Depois de muito tempo, ele falou com indiferença, dizendo para Helena descansar um pouco no Solar.
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Por outro lado, Beatriz já havia chegado ao lado de fora do Solar.
Ela se encostou no muro frio e ligou para Gabriel: — Gabriel, você pode vir me buscar, por favor? Vou te mandar a localização.
Antes de terminar de falar, uma figura alta e fria bloqueou o seu caminho.
Era Arthur.
A presença do homem era intimidadora e fria.
Seu tom foi indiferente: — Volte comigo.
Beatriz levantou os olhos, achando a situação ridícula. Não teve tempo de recusar.
Ele continuou: — Volte e peça desculpas à Helena.

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