Impossível.
Helena rejeitou esse pensamento absurdo em sua mente quase que por instinto.
Beatriz franziu levemente a testa ao ver o grupo entrar de repente.
Ela tinha acabado de desligar a linha direta da sede asiática, e aquelas pessoas já tinham aparecido com pressa. Era óbvio que Merrick havia vazado a informação.
Eles vieram especificamente para procurar a especialista misteriosa.
Ela manteve a expressão neutra, não disse nada e se virou para sair.
— Pare aí! — Helena gritou imediatamente, com um tom autoritário e ansioso. — Quando você entrou aqui? Viu algum homem?
Beatriz não parou de andar e soltou apenas uma frase: — Por que eu deveria te contar?
Ela se afastou diretamente, com passos firmes.
Nicolas soltou uma risada: — Está cada vez mais insolente. Quem vê de fora até pensa que ela conquistou um grande prêmio.
Helena franziu a testa, frustrada. Temia ter chegado tarde demais e que a pessoa já tivesse ido embora.
Ela olhou para Arthur, que estava em silêncio: — Arthur, o que você está olhando?
Arthur voltou a si lentamente.
— Quero falar com Iris de novo para perguntar sobre a aparência dessa especialista. — Helena disse com convicção.
Ela precisava ver com os próprios olhos essa figura tão esquiva.
Uma competição nacional de alto nível como aquela era a única oportunidade de se aproximar da pessoa. Se perdesse a chance, nunca mais teria outra.
O grupo voltou para a área dos escritórios, mas Iris já tinha saído. A sala estava vazia.
— É só verificar as câmeras de segurança. — Nicolas sugeriu.
Arthur acendeu um cigarro, com a voz desinteressada: — O local da competição é novo. As câmeras das áreas públicas ainda não foram ativadas.
Uma frase acabou com todas as opções.
Mesmo frustrada, Helena não teve escolha a não ser desistir.
Com muitos projetos no trabalho e a saúde debilitada, ela não tinha energia sobrando para lidar com romance.
Sua própria vida já era um problema; para que pensar em outras coisas?
Júlia ia dizer mais alguma coisa, mas Beatriz a interrompeu: — Não invente coisas, não tente adivinhar o que eu penso.
Júlia apertou os lábios e não disse mais nada.
Depois de sofrer uma decepção amorosa, era difícil se abrir novamente.
O caminho de Guilherme ainda seria longo.
Ao voltar para Nova Alvorada, Beatriz foi direto ao instituto buscar Valentina.
A menina a viu de longe, soltou-se da mão do Dr. Samuel Hoffmann e correu para abraçá-la: — Irmã!
Beatriz se abaixou para segurá-la: — Não nos vemos há poucos dias e você já engordou.
— O professor me levou para comer coisas gostosas todos os dias! — Valentina abraçou o pescoço dela, cheia de orgulho. — Eu sabia que a minha irmã era a melhor. Ficou em primeiro lugar na competição!

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