Ela falou devagar: — Você não comanda a Seraphina Biotech. A minha participação na equipe é benéfica para as duas partes, e com a empresa por trás, nós vamos ver um avanço.
— E, acima de tudo, eu devo muito a sua irmãzinha.
Ela tinha um rosto gentil: — Sem ela apanhar, nós não teríamos esse prêmio de valor alto. Tente pegar a oportunidade que surgiu.
Beatriz continuou encostada.
Gastando energias e tempo, a sua constituição não ia bem. Seu corpo reto mostrava uma teimosia.
Ela olhou para cima com um olhar raso, ergueu o rosto num riso afiado e encarou Helena de forma impassível.
— A Senhorita parece bastante corajosa hoje em dia.
— Não acho que o prêmio veio das minhas mãos ou da minha irmã.
— Você depende do ex-marido de outra para colocar dinheiro nos relatórios, sem a qualificação de reclamar comigo por aqui.
— A Seraphina Biotech, o andamento, os projetos e toda a equipe continuam em meu próprio domínio, nunca esqueça desse ponto.
— Arthur Valente pode escolher as apostas para brincar na parceria, mas não a aprovação e a entrada dos profissionais.
Ela cortou cada uma com suas palavras.
O público admirava o currículo das aulas no estrangeiro. Consideravam Helena um tipo de modelo e uma moça exemplar.
Mas as pessoas da indústria notavam o atalho que foi dado pelo amor de Arthur Valente.
Beatriz nunca colocou a rival em pé de guerra e nem considerou Helena como oponente de peso.
Os grandes de verdade não faziam uso dos esforços dos outros e nem se amparavam na proteção de fora.
O riso gentil de Helena parou no instante. Ela se preparou para refutar as linhas proferidas, mas ficou sem como reagir.
Os sentimentos que haviam foram desmantelados em pouco tempo, sobrando engolir tudo o que aconteceu ali de supetão.
Sem saco para bater de frente, Beatriz girou o corpo e viu o acostamento a não grande distância.
Com o anoitecer no vento, Arthur se manteve nas portas do veículo que usou para transportar.
Com a vestimenta de relações que caía perfeitamente nos braços, uma silhueta limpa, segurando um cigarro sem deixar transparecer nenhuma indicação.
Seus olhos alcançaram a sua direção e se contorceram.
As suas reclamações e o de Helena com certeza foram parciais e o homem capturou a briga com o final total no conhecimento de tudo.
Percebendo os apoios fartos do ex-cônjuge nas carreiras para construir fundações, e a ausência pesada de tudo para tentar carregar um pilar enorme pelos braços para ficar de pé.
Nos pensamentos das ações a tomar, o rosto de Helena adquiriu de volta o riso polido no formato das conversações polidas das damas de sua formação.
— Quem é feliz não precisa brigar; não há necessidade de se prender a coisas pequenas.
Beatriz retornou ao apartamento alugado.
Um quarto silencioso, retirando as tensões das trocas, trazendo o mal para o organismo de fora e as fraquezas cobrindo os tecidos por um momento.
Ela encostou nas cadeiras para sentar. Aguardou no assento, ligou a tela e deu a chamada para Gabriel Santos.
Repassou tudo sem deixar passar o que ele disse sobre o pacto das verbas atreladas para amarrar a Nexus Global.
No outro lado do telefone, a pausa aumentou no período de escuta antes de um parecer da fala pesada: — O aporte enorme do investimento pelas suas partes se trata da via de pagar pelos enfeites em favor de Helena.
— Esse projeto governamental é fechado e apenas um grupo muito ínfimo conhece a essência do negócio. A entrada pelas lacunas dos recursos num empurrão à força exibe as inclinações claras no processo.
— Está na disposição dos moldes das propostas dele se curvar e aceitar o movimento vindo com surpresa e roubar todas as inovações que a sua pesquisa já produziu?
Beatriz firmou o corpo de encontro à parede fria atrás dela, apertou pelo incômodo intermitente em ondas que tomava conta na altura estomacal, enquanto o controle assumia o lugar das decisões tomadas para valer em prol das avaliações das direções dos trabalhos: — Eu compreendo todos os prós e os contras nessa questão.

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