Sacrificou a justiça das irmãs, os esforços do trabalho dela e o controle do projeto da Seraphina Biotech para agradar a pessoa que ele tinha no coração.
Uma atitude fria, sem o menor afeto.
Ao ouvir as condições de Arthur Valente, Beatriz Nogueira não sentiu surpresa alguma.
Com a posição alta, ele conhecia muito bem as trocas no círculo diplomático.
A essência dele era um sistema de interesses que pesava os lucros e nunca recuava sem um retorno.
Além disso, ele não era de levar prejuízo para os outros tirarem proveito.
Antes, na sala de monitoramento, ele pareceu imparcial, obrigando Hugo Valente a pedir desculpas.
Aparentemente deu o mínimo de decência para as irmãs, mas todos os recuos foram apenas preparativos.
Ele tinha feito as contas em segredo e só esperou ela cair.
No momento, o projeto da Seraphina Biotech estava na pior fase: sem produção, sem fundos e encurralado por todos os lados.
A casa tinha sido bloqueada por ele, o preço não atraiu compradores, o dinheiro vivo sumiu e o projeto estava parado.
Arthur via as coisas com clareza, e por isso lançou a aposta, pressionando nos pontos fracos.
— Se a Helena Nogueira entrar na equipe, os quinhentos milhões vão para a sua conta.
Ele falou num tom indiferente e jogou uma oferta mais atrativa: — Além disso, a fábrica da empresa controlada vai trabalhar junto com a Seraphina Biotech numa parceria estratégica e exclusiva.
A empresa controlada dependia da diplomacia e da indústria militar. Era uma das melhores da área de manufatura, com ordens confidenciais e uma produção perfeita.
O processo e a rede não falhavam, o que a tornava um fornecedor que inúmeras indústrias cobiçavam.
Em qualquer tipo de produção, a empresa era a melhor opção disponível no país.
Para Helena, Arthur Valente pensou em cada detalhe.
Usou o dinheiro vivo e a rede que juntou durante anos só para dar um empurrão e cobrir o currículo da garota.
O projeto do governo com a Seraphina Biotech só precisava de verba e da produção da fábrica para funcionar.
Helena poderia entrar no jogo do nada, ficar com o crédito pelo trabalho e adicionar uma linha no currículo.
Sem entender os jogos entre os mais velhos ou as transações abaixo das entrelinhas, a garota percebia a quietude e o ar estranho no recinto.
Ela percebia que o clima entre a sua irmã e Arthur não mostrava nenhum tipo de carinho.
A menina tocou nos dedos frios de Beatriz Nogueira, tentando ajudar a situação e falando: — Irmã, tudo bem.
— O Hugo Valente prometeu pedir desculpas em público para mim. Não precisa se sacrificar por minha causa.
Beatriz abaixou a cabeça, viu os olhos da menina e passou as mãos na cabeça da garota: — Garota boba.
Todo mundo tentava forçá-la a crescer ou ceder, e a única que ela devia cuidar prestava atenção na sua canseira.
As luzes caíram enquanto elas deixavam o colégio.
Helena apoiava Hugo, e eles andavam para fora da área dos médicos.
Ao ver Beatriz e Valentina, Helena lançou um olhar orgulhoso e soltou um sorriso.
— Beatriz, volta e tenta conversar melhor com o Diretor Santos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão