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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 173

Ela não teve tempo de descansar. Saiu da Seraphina Biotech e foi direto para o Grupo Souza.

Convocou uma reunião de emergência com os acionistas. Ao verem como ela era jovem, os acionistas mais velhos demonstraram insatisfação e começaram a enrolar e dar desculpas.

Beatriz jogou várias pilhas de relatórios financeiros negativos na mesa. Sua voz soou fria: — A empresa está na linha entre a vida e a morte. Quem não quiser trabalhar, pode sair agora.

— Receber salário e não fazer nada. O Grupo Souza não sustenta gente inútil.

Durante toda a manhã, ela forçou todos a implementar mudanças, corrigir falhas e eliminar os encostados.

Quando saiu da empresa, sentia as têmporas latejarem. Seu estômago estava vazio. Não teve tempo nem de beber água.

Dentro do carro, ligou para o departamento de Recursos Humanos e falou com firmeza: — Contratem profissionais oferecendo altos salários. Se forem competentes, ofereçam ações direto. Façam isso agora.

— Srta. Nogueira, nossas finanças já estão apertadas...

— Se não trocarmos as pessoas, vamos falir de vez.

Ela desligou e olhou as horas. Já era quase meio-dia.

Sem tempo para comer, dirigiu até o hospital para levar o almoço para Enzo.

Assim que saiu do quarto, virou o corredor e esbarrou com Dona Regina Nogueira.

A mulher, vestida com um conjunto elegante, estava parada no corredor. Olhou para ela de cima a baixo, com um sorriso de pena nos lábios.

— Beatriz, ouvi dizer que você está fazendo uma confusão no Grupo Souza, recrutando gente para todo lado.

Ela deu uma risada. Seu tom era carregado de desdém. — Não precisa de tudo isso. O Grupo Souza já é um caso perdido.

Beatriz olhou para ela com frieza, sem dizer uma palavra.

— Pela Helena e pelo Arthur, vou te dar uma dica.

A mulher falou devagar, como se cada palavra fosse calculada para destruir a dignidade dela: — Faça o Grupo Souza se juntar à Manmai e compartilhar a tecnologia.

Depois, pegamos os projetos do governo juntos e damos uma parte para você.

Ela se inclinou um pouco para frente: — Nem todo mundo tem essa oportunidade. Se a Helena não tivesse intercedido por você, acha que eu me importaria com o que acontece com os Souzas?

Só porque Helena voltou, ela havia virado uma estranha?

Beatriz respirou fundo e deu um sorriso frio: — Vocês são todos sem-vergonha por natureza?

A mulher fechou a cara na hora: — Eu ofereço uma saída e é assim que você me agradece? Se você não tivesse sido minha filha, eu nem falaria isso.

— Não me admira que o Arthur não goste de você. Não entende nada de como as coisas funcionam, não consegue prender um homem. Merece ser deixada de lado.

Essas palavras bateram nela.

Parecia que todos diziam que ela era inferior a Helena. Não sabia ser manhosa como a Helena, não sabia agradar como a Helena e não merecia ser bajulada por Arthur como a Helena.

— Prender um homem é grande coisa? — Beatriz levantou o olhar, com um sorriso frio. — Depender de homem e roubar o negócio dos outros é o que você chama de talento?

— Isso mostra que a minha filha é capaz. — A mulher mexeu no cabelo, com uma postura superior. — Por que o seu marido não te ajuda? No fim das contas, você é igual à sua família, um bando de inúteis que não tem jeito.

— Na minha opinião, entregue logo o Grupo Souza. Talvez assim você ainda tenha alguma saída.

— Ser a outra, roubar o marido dos outros e gastar o dinheiro do casamento é muito honroso. — A voz de Beatriz saiu dura. — Se fosse eu, não teria coragem de ficar aqui falando.

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