Valentina levantou o rosto vermelho e olhou para ela.
Beatriz a abraçou e disse:
— Não force um carinho que não é para nós.
— Você vai deixar de lado o que lhe faz mal.
Ela já tinha entendido Arthur, mas Valentina ainda tinha expectativas.
Ela não conseguia apagar a imagem que a menina tinha dele, mas estaria com ela para reduzir os danos.
Afinal, no passado, Arthur tratava Valentina bem.
A garota não conseguia aceitar a mudança.
-
Na manhã seguinte.
Beatriz levou Valentina para a escola e foi direto cuidar do projeto.
Estava na fase de testes, e ela tinha que observar tudo.
No hospital.
Helena tinha pedido o café da manhã cedo. Ela estava ao lado da cama de Arthur e olhou para os curativos, assustada.
— Eu fico angustiada quando vejo você machucado.
— Quem muito se preocupa, acaba perdendo a razão.
A voz de Nicolas veio da porta. Ele ouviu o que houve e chegou cedo, segurando uma garrafa térmica.
— Trouxe sopa de mondongo para vocês.
Helena sorriu e foi até ele: — Desculpe o incômodo.
Ela abriu a garrafa e falou para Arthur: — Sua mão está machucada. Eu dou na sua boca.
— E ela ainda fica se envolvendo nos projetos de Gabriel Santos. Ela acha que vai dar a volta por cima?
Ele emendou: — O Gabriel a valoriza e até falou que ela era a líder do projeto.
Um homem não faria isso à toa. Será que rola algo entre eles?
Nicolas olhou para Arthur: — Você não vai dizer nada?
Arthur continuou bebendo a sopa. Ele ignorou aquilo e não expressou nada.
Ele parecia não ligar para Beatriz e com quem ela se envolvia.
Nicolas não insistiu.
Na hora do almoço, Beatriz saiu da área de testes e recebeu uma ligação da avó.
— Beatriz, como o Arthur está? Você foi lá ver ele?

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