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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 131

Logo chegou a hora do churrasco. O carvão acendeu, e o aroma começou a se espalhar.

As pessoas presentes, como se tivessem combinado, voltaram os olhos para Beatriz.

— Beatriz, vem assar a carne. Você tem mão cheia, com certeza vai ficar cheiroso.

— É, já que você está à toa mesmo, e nós não sabemos mexer muito bem com isso.

— Por favor, assa bastante, estamos todos esperando para comer.

Cada ordem soava natural, como se ela tivesse nascido para servir.

Arthur também falou em tom suave, com a voz tão calma que parecia estar relatando um fato: — O seu fica mais gostoso, dê uma forcinha.

Helena concordou de imediato ao lado. Com um sorriso inocente e invejoso no rosto, ela balançou levemente o braço de Arthur: — Que inveja, ser tão prendada com as tarefas domésticas. Diferente de mim, que desde pequena mal entrava na cozinha, e de churrasco então, não entendo nada. Só me resta esperar para comer tudo prontinho.

Essas palavras a enalteceram e, ao mesmo tempo, rebaixaram Beatriz a uma mera dona de casa feita para servir.

Beatriz não disse uma única palavra do início ao fim. Caminhou em silêncio até a churrasqueira e pegou os espetos já preparados.

Considerou aquilo como um serviço para a avó.

O carvão estalava, e a onda de calor vinha em seu rosto, deixando suas bochechas, já pálidas, ainda mais sem cor.

Ela olhou para os espetos de carne à sua frente com um toque de frieza nos olhos. Suas mãos não pararam, mas, na hora de colocar o tempero, ela silenciosamente adicionou vários punhados de sal à porção das outras pessoas.

Os grãos de sal caíram, cobrindo os espetos, tão salgados que ficava quase impossível de engolir.

Diante da insatisfação e das acusações deles, Beatriz manteve a expressão tranquila, sem se importar.

Do outro lado, a avó pegou o espeto que Beatriz lhe entregou de propósito, deu uma mordida leve e, no mesmo instante, seus olhos brilharam, acenando com a cabeça em elogio.

— A mão da nossa Beatriz é mesmo a melhor. Esse tempero está no ponto, torradinho por fora e macio por dentro, mais gostoso que os dos restaurantes lá fora.

A frase deixou o rosto das outras pessoas ainda pior.

Era óbvio que foi assado pela mesma pessoa, mas só o da avó estava normal, enquanto os deles estavam tão salgados que não dava para engolir.

Quem estava certo, quem estava errado, e quem tinha feito de propósito, já era evidente.

Beatriz deu de ombros de leve e falou com cara de quem não se importava, num tom neutro: — O paladar de cada um é diferente. Se não conseguem comer, então não comam.

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